Categoria Sustentabilidade

Campanha internacional garante proteção definitiva da Patagônia chilena

Campanha internacional arrecadou US$ 78 milhões e garantiu a proteção permanente de 133 mil hectares na Patagônia chilena, fortalecendo um corredor biológico entre Chile e Argentina e criando um modelo inovador de conservação ambiental.

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A campanha para salvar a Patagônia acaba de consolidar um dos capítulos mais relevantes da conservação ambiental contemporânea. Conforme comunicado oficial da coalizão Conserva Puchegüín, liderada pela ONG chilena Puelo Patagonia, a iniciativa concluiu a arrecadação de US$ 78 milhões para comprar e proteger permanentemente o Fundo Puchegüín, no Vale de Cochamó, na Patagônia chilena.

A campanha para salvar a Patagônia garantiu a preservação definitiva de 133 mil hectares de natureza contínua. Para dimensionar, essa extensão equivale a mais de 800 parques do Ibirapuera. Além disso, o território ganhou fama como o “Yosemite da América do Sul”, graças às imensas paredes de granito, aos rios de águas turquesas e às florestas primárias de Alerce. Ademais, quase 11% da população mundial dessa árvore milenar vive ali, ao lado de espécies ameaçadas como o cervo Huemul e a Darwin’s frog.

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Quem liderou a campanha para salvar a Patagônia

A campanha para salvar a Patagônia nasceu de uma articulação inédita entre organizações locais e globais. Primeiramente, a ONG chilena Puelo Patagonia assumiu a liderança do projeto. Em seguida, instituições como The Nature Conservancy (TNC), Freyja Foundation, Wyss Foundation e a empresa Patagonia, Inc. fortaleceram a iniciativa. Além disso, milhares de doadores individuais de 21 países contribuíram, com destaque para a doação de US$ 20 milhões da James M. Cox Foundation, reforçando um modelo colaborativo de grande escala.

A campanha para salvar a Patagônia resultou em um modelo inovador de gestão territorial. Em vez de transferir a área para um parque nacional tradicional, os responsáveis criaram a Fundación Conserva Puchegüín, que administrará o território. Nesse contexto, 80% da área ficará sob proteção estrita para conservação da biodiversidade. Paralelamente, os outros 20% permitirão turismo de baixo impacto, agricultura local e a continuidade das tradições das comunidades que já habitam a região.

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Por que a campanha é um marco global

A campanha para salvar a Patagônia impediu que o Fundo Puchegüín, colocado à venda em 2022, fosse destinado a mineração, hidrelétricas ou loteamentos imobiliários de luxo. Além disso, a aquisição transformou a área na peça central de um corredor biológico de 1,6 milhão de hectares entre Chile e Argentina. Portanto, o território fortalece a resiliência climática, protege reservas estratégicas de água doce e atua como um poderoso sumidouro natural de carbono. Mais informações oficiais podem ser consultadas no site conservapucheguin.org.