Categoria Saúde

Ômega-3 para o fígado: estudo indica menor acúmulo de gordura

Estudo aponta associação entre pescados e menor gordura hepática, reforçando o interesse em ômega-3 para o fígado como parte de estratégias alimentares voltadas à prevenção metabólica.

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O consumo de ômega-3 para o fígado voltou ao centro das discussões científicas após um estudo publicado em outubro, no periódico Nutrients, associar o hábito de comer mais peixes a menor acúmulo de gordura hepática. A análise reforça a atenção sobre a esteatose, condição que pode atingir até 30% da população mundial e avançar silenciosamente por anos.

Os dados analisam a doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica, quadro ligado à obesidade, alterações hormonais e acúmulo de triglicérides no fígado. Nesse cenário, a pesquisa indica que escolhas alimentares equilibradas reduzem riscos, embora ainda não permitam afirmar causa e efeito de forma categórica.

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Ômega-3 para o fígado na rotina alimentar

O estudo NUTRIHEP acompanhou 1.297 adultos da região do Mediterrâneo, combinando exames de imagem, como ultrassom, com questionários detalhados sobre dieta. Entre os participantes que consumiam sardinha e salmão com maior frequência, os pesquisadores observaram menos gordura hepática, abrindo espaço para debates sobre o nutriente para o fígado dentro de um padrão alimentar equilibrado.

Especialistas destacam que o desenho observacional impede concluir que o ômega-3 para o fígado seja o único responsável pelo resultado. O nutrólogo Celso Cukier, do Hospital Israelita Albert Einstein, lembra que a prevenção depende de um conjunto de fatores. Ele cita alimentação adequada, prática regular de atividade física e controle do peso como elementos que atuam em conjunto sobre o metabolismo.

Ômega-3 para o fígado, dieta e microbiota

Os pescados ganham relevância porque reúnem proteínas, minerais, vitaminas do complexo B e ácidos graxos poli-insaturados, entre eles EPA e DHA, associados a efeitos anti-inflamatórios. Além disso, Cukier ressalta que a sardinha se destaca como opção de gordura saudável com preço mais acessível no mercado brasileiro, o que permite ampliar o acesso a esse tipo de alimento sem grande pressão no orçamento.

A pesquisa dialoga com evidências sobre o papel da microbiota intestinal, influenciada por fibras presentes em grãos integrais, frutas, legumes e hortaliças. Probióticos como iogurte natural, leites fermentados, kefir e kombucha ajudam a manter esse equilíbrio. A redução de carne vermelha e carboidratos refinados insere o ômega-3 para o fígado em um padrão alimentar próximo ao modelo mediterrâneo.

Fontes naturais de nutrientes protetores

A combinação entre o avanço da obesidade e o interesse por prevenção aumenta a atenção sobre esse ácido graxo presente nos peixes. Pesquisas recentes explicam mecanismos ligados à inflamação e ao metabolismo hepático e ampliam o espaço para estratégias que priorizam pescados, vegetais, cereais integrais e azeite de oliva. Nesse cenário, o debate sobre ômega-3 para o fígado integra uma agenda mais ampla, na qual escolhas diárias reduzem a gordura no órgão e reforçam o papel da alimentação na saúde hepática.