Brasil lidera na América Latina com insumo para produção do Buscopan

Produção do insumo para produção do Buscopan no Brasil amplia acesso, reduz dependência externa e garante mais estabilidade no fornecimento de medicamentos no SUS.
produção do insumo para produção do Buscopan em fábrica farmacêutica no Brasil
Produção do insumo para produção do Buscopan em unidade industrial fortalece a autonomia farmacêutica no Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O Brasil passa a produzir, pela primeira vez, o insumo para produção do Buscopan, com a inauguração de uma nova unidade industrial nesta quinta-feira (26/03), em Anápolis. Na prática, a iniciativa permite garantir uma oferta mais estável do medicamento e reduzir riscos de desabastecimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Com a produção nacional do insumo farmacêutico ativo, o Brasil passa a dominar todo o ciclo, do cultivo da planta até o medicamento final. Dessa forma, o fornecimento deixa de depender exclusivamente de importações, o que amplia a previsibilidade para hospitais e unidades básicas e abre espaço para mais acesso contínuo ao tratamento.

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Insumo para produção do Buscopan garante mais estabilidade no SUS

A nova estrutura tem capacidade para produzir até 30 toneladas por ano do insumo, em uma área de 47 mil metros quadrados. Além disso, o cultivo da matéria-prima ocorre no Paraná, com potencial de até 600 toneladas anuais de folhas, o que reforça a cadeia produtiva nacional.

Esse avanço reduz um risco concreto: empresas internacionais já indicavam planos de interromper a produção desse tipo de medicamento a partir de 2026. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com a fabricação no Brasil, esse cenário deixa de ameaçar o abastecimento. Assim, a rede pública ganha mais segurança na oferta.

Produção nacional amplia acesso e reduz dependência externa

Ao internalizar a produção do insumo para produção do Buscopan, o país reduz a dependência de fornecedores externos e fortalece sua capacidade de resposta. Isso impacta diretamente o dia a dia do SUS, onde o medicamento é amplamente utilizado em atendimentos básicos e hospitalares.

Além disso, o investimento de R$ 250 milhões do BNDES contribui para desenvolver tecnologia local e gerar empregos. Com isso, a indústria farmacêutica nacional passa a operar com mais autonomia e capacidade de inovação, ampliando benefícios para toda a população.

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Tecnologia nacional avança também em tratamentos de alto custo

A estratégia de produção local também alcança medicamentos de maior complexidade. Um exemplo é a parceria para fabricar a nusinersena, usada no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME), que pode ultrapassar R$ 1,5 milhão por paciente ao ano.

Com a produção nacional prevista dentro dessa parceria, que dialoga com o avanço do insumo para produção do Buscopan, a expectativa é ampliar o acesso ao tratamento já ofertado gratuitamente pelo SUS. Além disso, a iniciativa integra instituições públicas e privadas, fortalece o desenvolvimento tecnológico no país e, assim, amplia o alcance social dessas soluções.

No cenário internacional, o Brasil passa a integrar um grupo restrito de países que dominam o cultivo da planta utilizada na produção do insumo. Ao lado da Austrália, o país passa a controlar etapas estratégicas da cadeia farmacêutica, o que reforça sua capacidade produtiva interna.

Esse conjunto de ações indica uma mudança prática para o cidadão: medicamentos mais disponíveis, com menor risco de interrupção e maior capacidade de atendimento pelo SUS. Assim, o sistema de saúde ganha mais previsibilidade e eficiência no cuidado diário.

Com o avanço da produção do insumo para produção do Buscopan, a tendência é ampliar a autonomia do país em medicamentos essenciais e abrir caminho para novas etapas de produção nacional, com impacto direto no acesso e na continuidade dos tratamentos no SUS.

Foto de Caroll Medeiros

Caroll Medeiros

Caroll Medeiros é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Integra a equipe do Boa Notícia Brasil, contribuindo com reportagens pautadas por checagem rigorosa, ética profissional e compromisso com temas de interesse público.

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