Categoria Saúde

Expectativa de vida no Brasil sobe a 76,6 anos, aponta IBGE

A expectativa de vida no Brasil alcança 76,6 anos em 2024, segundo o IBGE, e retoma a trajetória de alta com apoio da queda da mortalidade infantil e da melhora dos indicadores sociais.

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A expectativa de vida no Brasil alcançou 76,6 anos em 2024, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e consolidou mais um ciclo de recuperação após a queda registrada na pandemia. O número representa avanço de 2,5 meses frente a 2023 e reforça o ritmo de melhora dos indicadores demográficos do país.

O resultado reflete a progressão contínua observada desde 2022, embora ainda longe dos patamares registrados em países líderes em longevidade. Para contextualizar, Mônaco aparece no topo do ranking global, com 86,5 anos, seguido de San Marino, Hong Kong, Japão e Coreia do Sul. A referência internacional mostra que o Brasil mantém trajetória de alta, mas permanece distante das nações que já ampliaram políticas consistentes de saúde preventiva e redução de desigualdades.

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Expectativa de vida no Brasil e o cenário internacional

A evolução brasileira também é marcada por diferenças entre homens e mulheres. O IBGE indica que elas alcançam 79,9 anos, enquanto eles atingem 73,3 anos. Segundo especialistas, esse descompasso decorre da incidência elevada de mortes não naturais entre homens jovens, incluindo homicídios, acidentes viários e ocorrências violentas. Entre 20 e 24 anos, a chance masculina de não atingir os 25 anos é 4,1 vezes maior, o que afeta diretamente a média nacional e reforça a relevância do conceito vida média nacional, aplicado em análises demográficas.

Os números divulgados nesta sexta-feira ajudam a entender por que o país acumulou ganho de 31,1 anos desde 1940, quando a expectativa era de 45,5 anos. Parte dessa transformação resulta do recuo expressivo da mortalidade infantil, que caiu para 12,3 por mil em 2024. Programas de vacinação, acesso ampliado ao pré-natal, ações de agentes comunitários e maior escolaridade das famílias sustentaram esse recorte, frequentemente usado como idade média brasileira por instituições que acompanham mudanças sociais de longo prazo.

Expectativa de vida no Brasil e redução da mortalidade infantil

Outro dado que reforça essa tendência é a redução da mortalidade entre 1 e 4 anos. O indicador caiu de 76,7 por mil em 1940 para 2,2 por mil em 2024. Para especialistas, esse movimento mostra como saúde básica, saneamento e renda afetam o crescimento gradual da sobrevida da população. A expressão é usada em estudos demográficos que analisam a evolução do país nas próximas décadas.

A distância entre homens e mulheres ganhou destaque nas últimas décadas, porque a elevação das mortes por causas externas pressionou a média nacional. O país convive com uma realidade em que fatores sociais, segurança pública e condições urbanas moldam o diferencial por sexo, dificultando o ritmo de convergência.

A queda expressiva da mortalidade infantil representou um dos principais vetores de mudança estrutural. Além disso, o avanço dos serviços de saúde, a ampliação da rede de saneamento e a consolidação dos programas de nutrição ajudaram a elevar a longevidade em diferentes regiões.

Avanços ligados à idade média brasileira

No cenário atual, a melhora dos indicadores abre espaço para que o país amplie o debate sobre políticas de prevenção, envelhecimento ativo e segurança urbana. A expectativa de vida no Brasil mantém tendência de alta, e o IBGE destaca que a consolidação desse movimento depende da continuidade das melhorias sociais e da redução das mortes violentas, que seguem como obstáculo relevante para o ritmo de avanço nacional.