O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome começa a testar um novo modelo de atendimento domiciliar para idosos voltado a pessoas que precisam de apoio nas atividades do dia a dia. O projeto piloto será implantado em Fortaleza (CE), Juazeiro (BA) e Colombo (PR) e prevê visitas de equipes multidisciplinares às residências, com o objetivo de ampliar a autonomia, melhorar a qualidade de vida e prevenir situações de negligência ou violência.
O modelo também inclui acompanhamento das famílias responsáveis pelo cuidado. Em muitos casos, parentes assumem essa tarefa de forma contínua e sem remuneração, realidade comum nas áreas de maior vulnerabilidade social. Nesse cenário, o atendimento domiciliar para idosos surge como alternativa para reorganizar a rede de proteção social no cotidiano.
Atendimento domiciliar para idosos começa com projeto piloto em três cidades
A escolha de Fortaleza, Juazeiro e Colombo considerou fatores como o crescimento do número de pessoas idosas e o envelhecimento acelerado da população brasileira. A experiência nas três cidades permitirá avaliar como o atendimento domiciliar para idosos pode funcionar de forma integrada entre serviços de saúde e assistência social.
Equipes da Secretaria Nacional da Política de Cuidados e Família e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), parceiro da iniciativa, realizaram visitas técnicas para estruturar a implantação do projeto. A cooperação institucional envolve governos federal, estaduais e municipais.
Comunidades prioritárias receberão primeiras visitas
Em Fortaleza, comunidades como Conjunto Palmeiras e Barra do Ceará estão entre as áreas previstas para receber as primeiras ações do piloto. A estratégia prioriza territórios com maior vulnerabilidade social e presença significativa de pessoas idosas.
Segundo a vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar, existem situações em que familiares precisam sair para trabalhar enquanto o idoso permanece acamado em casa. Nessas circunstâncias, o atendimento domiciliar para idosos pode ajudar a monitorar condições de saúde, alimentação e segurança.
Nas demais cidades participantes, a proposta também prevê visitas domiciliares e acompanhamento das famílias cuidadoras, com adaptação das ações às características de cada território.
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Cuidado também alcança quem cuida
Outro objetivo do programa é apoiar pessoas que exercem o papel de cuidadoras. De acordo com a coordenadora especial da pessoa idosa de Fortaleza, Vejuse Alencar, muitas dessas responsáveis também são mulheres idosas e dedicam mais de 20 horas diárias ao cuidado de familiares.
As ações deverão ocorrer com equipes multidisciplinares, em articulação com Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Assim, o atendimento domiciliar para idosos busca integrar diferentes serviços públicos no mesmo acompanhamento.
Em Fortaleza, cerca de 150 idosos devem ser atendidos inicialmente. Outros trechos do projeto indicam a possibilidade de beneficiar até 300 idosos por município na fase inicial, número que ainda será consolidado ao longo da implantação.
O piloto conta com recursos do governo federal, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica).
Atendimento domiciliar para idosos diante do envelhecimento da população
A experiência nas três cidades servirá como base para avaliar os resultados do programa. Após o período de 36 meses, um relatório deverá analisar os impactos e orientar possíveis ajustes na política pública.
O avanço do envelhecimento populacional no país tem ampliado o debate sobre novas estratégias de cuidado. Nesse contexto, iniciativas como o atendimento domiciliar para idosos buscam fortalecer o acompanhamento dentro das próprias comunidades e apoiar famílias que já desempenham essa função no cotidiano.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação de profissionais de saúde. Em caso de dúvidas ou sintomas, procure um médico ou profissional habilitado.