O Ceará passa a estruturar uma resposta mais integrada à violência de gênero com o lançamento do pacto contra o feminicídio, marcado para 30 de março, na Assembleia Legislativa do Estado (Alece), reunindo 16 instituições para alinhar ações de prevenção, proteção e responsabilização.
Na prática, a iniciativa busca organizar políticas públicas que hoje operam de forma dispersa e, assim, criar um fluxo mais coordenado de atendimento às mulheres. Com isso, tende a facilitar o acesso a serviços e tornar as respostas mais rápidas, o que pode impactar diretamente quem precisa de apoio imediato.
pacto contra o feminicídio pode agilizar atendimento às vítimas
A proposta prevê a criação de um Plano de Ações Integradas, construído de forma colaborativa entre órgãos públicos, entidades privadas e representantes da sociedade civil. Nesse sentido, a ideia é alinhar estratégias e compartilhar informações para evitar falhas no atendimento.
Segundo o secretário executivo do Centro de Estudos e Atividades Estratégicas (CEAE), Paulo Roberto Nunes, o modelo aposta na cooperação entre diferentes setores.
“A proposta é criar um ecossistema colaborativo, reunindo órgãos públicos, instituições privadas e representantes da sociedade civil para integrar ações e compartilhar informações no enfrentamento ao feminicídio”, afirmou.
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Além disso, o lançamento inclui homenagens a mulheres com atuação destacada na política e no Judiciário, como parte da programação do Mês da Mulher. A senadora Augusta Brito receberá a Medalha Maria da Penha, voltada a iniciativas de enfrentamento à violência doméstica.
Outras homenagens incluem a Medalha Bárbara de Alencar, concedida à deputada federal Luizianne Lins e à ex-governadora Izolda Cela. Também serão entregues a Medalha 13 de Maio, à ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Kátia Arruda, e a Medalha Risoleta Neves, à vice-governadora Jade Romero.
Ao reunir diferentes instituições, o pacto contra o feminicídio fortalece a base das políticas públicas no Ceará. Assim, a continuidade da articulação entre os participantes deve definir como essas ações se traduzirão em proteção mais efetiva para as mulheres nos próximos anos.