Mortalidade infantil atinge menor taxa em 34 anos no Brasil e reflete impacto de vacinação e pré-natal

A mortalidade infantil no Brasil atingiu o menor nível em 34 anos, refletindo políticas de saúde que ampliam a sobrevivência e geram impacto social e econômico positivo.
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Redução da mortalidade infantil no Brasil reflete avanço no cuidado com recém-nascidos e atenção básica. (Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)

O Brasil alcançou, em 2024, o menor índice dos últimos 34 anos na mortalidade infantil, resultado que se traduz diretamente em mais crianças sobrevivendo e chegando à vida adulta com saúde. O dado, divulgado nesta terça-feira (17/03) pelo Unicef, mostra avanço consistente na proteção à primeira infância.

Na prática, a redução indica menos perdas evitáveis e maior acesso a cuidados básicos desde o nascimento. Esse cenário impacta famílias, sistema de saúde e economia, ao ampliar o desenvolvimento humano desde os primeiros anos, e ajuda a entender por que o tema segue relevante.

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Mortalidade infantil reflete avanço direto na sobrevivência

Os números mostram a dimensão dessa transformação. Em 1990, 25 a cada mil recém-nascidos não sobreviviam ao primeiro mês de vida. Em 2024, esse índice caiu para 7 por mil.

Entre crianças com menos de cinco anos, a queda também foi expressiva: de 63 por mil em 1990 para 14,2 por mil atualmente. Isso representa milhares de vidas preservadas ao longo das últimas décadas.

Segundo Luciana Phebo, chefe de Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil, o país passou a garantir condições para que mais crianças cresçam com saúde e tenham perspectivas de futuro.

Políticas públicas explicam resultado consistente

O avanço da mortalidade infantil está associado a uma combinação de políticas públicas estruturadas ao longo do tempo. Programas como Saúde da Família, agentes comunitários e a ampliação da atenção básica ampliaram o acesso a cuidados contínuos.

Além disso, estratégias como vacinação, incentivo à amamentação e acompanhamento pré-natal ajudaram a reduzir riscos ainda nos primeiros meses de vida. Essas ações atuam de forma integrada e sustentam os resultados observados.

Esse modelo também contou com apoio de organizações internacionais, o que contribuiu para ampliar o alcance das iniciativas e consolidar boas práticas em saúde pública, ampliando efeitos positivos ao longo dos anos.

Investimento em infância gera retorno econômico

Outro ponto relevante é o impacto econômico das políticas que ajudaram a reduzir a mortalidade infantil. Segundo o Unicef, cada dólar investido na sobrevivência infantil pode gerar até 20 dólares em benefícios sociais e econômicos.

Isso ocorre porque crianças saudáveis tendem a ter melhor desempenho escolar, maior inserção produtiva e menor necessidade de gastos públicos no futuro. Ou seja, o cuidado na infância influencia diretamente o desenvolvimento do país.

Ao mesmo tempo, especialistas alertam que o ritmo de queda desacelerou nos últimos anos, o que indica a necessidade de manter e ampliar os esforços já existentes.

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Desafio atual da mortalidade infantil é ampliar acesso onde ainda não chega

Apesar dos avanços, ainda há regiões e grupos que não recebem plenamente esses serviços. A continuidade das políticas e a ampliação da cobertura aparecem como caminhos para sustentar os resultados.

No cenário global, a redução da mortalidade infantil também perdeu velocidade, o que reforça a importância de estratégias contínuas e bem direcionadas.

A trajetória da mortalidade infantil no Brasil indica que investir em saúde básica gera resultados concretos e duradouros. A tendência é que a ampliação dessas políticas fortaleça ainda mais a qualidade de vida e o desenvolvimento social nos próximos anos.

Foto de Caroll Medeiros

Caroll Medeiros

Caroll Medeiros é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Integra a equipe do Boa Notícia Brasil, contribuindo com reportagens pautadas por checagem rigorosa, ética profissional e compromisso com temas de interesse público.

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