Após quase um mês de tratamento intensivo, a estudante Alana Anísio Rosa, de 20 anos, deixou o Hospital e Clínica São Gonçalo, no Rio de Janeiro, na manhã de quarta-feira (04/03). A jovem recebe alta após ataque ocorrido em fevereiro, quando foi ferida com facadas dentro de casa após negar um pedido de namoro, e agora inicia uma nova etapa de recuperação após 28 dias de internação.
Durante o tratamento, a jovem passou por unidade de terapia intensiva, coma induzido por mais de uma semana e suporte respiratório. Ao sair do hospital, ainda utilizava curativos nos braços e deixou a unidade em cadeira de rodas, iniciando o período de reabilitação física. Ao mesmo tempo, a alta hospitalar marcou um momento de alívio para familiares e profissionais de saúde.
Jovem recebe alta após ataque e recebe apoio no hospital
Profissionais do hospital aplaudiram a saída da estudante, após participarem do atendimento durante as semanas de internação. Do lado de fora da unidade, pessoas vestidas de branco aguardaram a jovem e fizeram manifestações pedindo justiça.
Em mensagem divulgada pela família após a alta, a mãe da estudante, Jaderluce Anísio de Oliveira, definiu o momento como uma superação após semanas de apreensão, período em que a jovem recebe alta após ataque e encerra quase um mês de internação.
“Hoje é o dia do renascimento do amor da minha vida. Foram dias de espera e angústias, mas Deus deu a vitória”, escreveu nas redes sociais.
Além disso, profissionais da unidade enviaram uma mensagem à família afirmando que foi um privilégio cuidar da jovem, descrita como “educada, estudiosa e cheia de luz”. O gesto simbolizou o reconhecimento ao processo de recuperação.
Investigação avança e suspeito permanece preso
O caso segue sob investigação. O suspeito identificado pela polícia, Luiz Felipe Sampaio Cabral, está preso preventivamente e deverá responder por tentativa de feminicídio. Não localizamos a defesa do investigado até o momento.
O ataque ocorreu em 6 de fevereiro, na residência da estudante em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Após semanas de tratamento, a jovem recebe alta após ataque que, segundo relatos da família, começou quando o homem invadiu a casa depois de insistir em um relacionamento que ela havia recusado.
Além disso, a estudante havia informado que estava focada nos estudos e no objetivo de ingressar na faculdade de medicina. A família afirma que, após a alta hospitalar, a prioridade será a recuperação completa e a continuidade desse projeto acadêmico. E esse objetivo reforça o sentido de retomada após semanas de tratamento.
Recuperação da estudante reforça orientação sobre denúncias
O caso também chama atenção para os canais disponíveis de proteção e denúncia de violência contra mulheres. Em situações de agressão ou ameaça, é possível acionar a polícia pelo telefone 190.
Denúncias também podem ser registradas na Central de Atendimento à Mulher (180) ou pelo Disque 100, que recebe relatos de violações de direitos humanos. Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.
Jovem recebe alta após ataque e inicia fase de recuperação
Com a jovem recebe alta após ataque, inicia-se um novo ciclo voltado à recuperação e à retomada das atividades pessoais e acadêmicas. Assim, ao mesmo tempo, o caso reforça a importância de redes de apoio, assistência médica e instrumentos públicos de proteção para mulheres em situação de violência.