R$ 10 por corrida: proposta muda ganhos de entregadores e motoristas por aplicativo

Entregadores e motoristas por aplicativo podem ter renda maior, transparência nos preços e novos pontos de apoio, melhorando o dia a dia da categoria.
entregadores e motoristas por aplicativo em atividade com delivery urbano
Entregadores e motoristas por aplicativo terão novas regras de renda, transparência e apoio no Brasil. (Foto: Divulgação)

Entregadores e motoristas por aplicativo passam a contar com uma proposta que combina aumento de renda, mais transparência nos preços e melhorias no cotidiano. Nesse contexto, o relatório, apresentado pelo governo nesta terça-feira (24/03), sugere elevar o valor mínimo por corrida para R$ 10, além de ampliar os ganhos em trajetos mais longos.

Além disso, a proposta prevê pagamento integral por entregas agrupadas, prática comum nas plataformas. Com isso, cada pedido passa a ser remunerado individualmente e, consequentemente, tende a aumentar o valor recebido ao final de cada rota, um ajuste que pode fazer diferença direta no ganho diário.

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entregadores e motoristas por aplicativo ganham novo piso e cálculo mais vantajoso

O texto propõe elevar o mínimo de R$ 7,50 para R$ 10 por corrida. Ao mesmo tempo, o adicional por quilômetro sobe de R$ 1,50 para R$ 2,50 em viagens acima de 4 km, ampliando a remuneração em trajetos mais longos.

Segundo o relatório, a mudança atende a demandas da categoria e, dessa forma, busca equilibrar melhor o retorno financeiro do trabalho. Na prática, o novo modelo favorece corridas extensas e reduz perdas em rotas combinadas. Assim, amplia a previsibilidade de ganhos e pode influenciar a escolha de corridas no dia a dia.

Transparência no preço muda relação com o consumidor

Outra medida estabelece que as plataformas informem quanto do valor pago vai para o trabalhador, para a empresa e para o restaurante. Para entregadores e motoristas por aplicativo, a regra aumenta a clareza sobre os repasses e, nesse sentido, entra em vigor em até 30 dias após a publicação.

Com acesso a esses dados, tanto consumidores quanto profissionais passam a entender melhor a composição do preço. Dessa maneira, a expectativa do governo é que essa visibilidade contribua para escolhas mais conscientes e relações mais equilibradas no uso dos aplicativos, ampliando o entendimento sobre custos e repasses.

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Estrutura de apoio e saúde amplia qualidade no trabalho

O pacote inclui a criação de até 100 pontos de apoio em cidades com maior concentração de profissionais. Nesses espaços, haverá banheiro, água, área de descanso, alimentação e acesso à internet, oferecendo suporte durante a jornada.

Além disso, os entregadores e motoristas por aplicativo passam a ser incluídos em bases oficiais como o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e a Pesquisa Nacional de Saúde. Com isso, será possível acompanhar acidentes e condições de trabalho, orientando políticas públicas mais eficazes e ampliando a proteção no cotidiano.

A proposta ainda cria um comitê interministerial para acompanhar e ajustar as medidas, reunindo áreas como Trabalho, Saúde, Justiça e Previdência. Assim, o objetivo é manter um canal permanente de diálogo e monitoramento das ações.

Com a tramitação no Congresso, o conjunto de medidas tende a consolidar novas referências para entregadores e motoristas por aplicativo, combinando renda mínima, transparência e suporte estrutural. Dessa forma, a evolução dessas regras pode influenciar diretamente a forma como o trabalho em plataformas se organiza no país.

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Caroll Medeiros

Caroll Medeiros é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Integra a equipe do Boa Notícia Brasil, contribuindo com reportagens pautadas por checagem rigorosa, ética profissional e compromisso com temas de interesse público.

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