Em um cenário internacional de desaceleração entre grandes economias, o Crescimento do PIB do Brasil alcançou 2,3% em 2025 e garantiu ao país a sexta colocação entre as economias do G20 que já divulgaram dados consolidados. O resultado, informado pelo IBGE na terça-feira (03/03), coloca o Brasil à frente dos Estados Unidos no ranking internacional.
O Produto Interno Bruto somou R$ 12,7 trilhões, consolidando cinco anos consecutivos de expansão econômica. A agropecuária liderou o desempenho no período. Além da taxa anual, o posicionamento global amplia a relevância do país no cenário internacional, especialmente diante de economias tradicionais com avanço menor.
Crescimento do PIB do Brasil no ranking global
No levantamento da Secretaria de Política Econômica (SPE), o Brasil ficou atrás de Índia, Indonésia, China, Arábia Saudita e Turquia. Ainda assim, superou Estados Unidos, Canadá, União Europeia, Reino Unido, Japão e Alemanha.
A comparação mostra que o Crescimento do PIB do Brasil manteve ritmo superior ao de várias potências industriais. Esse dado reforça a capacidade produtiva nacional mesmo em ambiente de crédito mais caro, o que ajuda a compreender a dinâmica recente da economia.
Juros elevados e inflação sob controle gradual
A taxa Selic chegou a 15% ao ano em junho de 2025, maior nível desde 2006. Segundo a SPE, a política monetária restritiva contribuiu para reduzir pressões inflacionárias ao limitar consumo e financiamento.
Embora o resultado represente desaceleração frente aos 3,4% registrados em 2024, o país encerrou o ano com a menor taxa de desemprego da série histórica do IBGE. Assim, mesmo com juros elevados, o mercado de trabalho permaneceu aquecido e sustentou renda e atividade.
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Projeção mantém Crescimento do PIB do Brasil em 2026
A estimativa oficial aponta nova expansão de 2,3% em 2026. A expectativa é de menor ritmo da agropecuária, compensado por maior dinamismo da indústria e dos serviços.
O Banco Central sinalizou possível redução da Selic na reunião de março. Caso confirmada, a medida tende a estimular crédito, construção e investimentos. Soma-se a isso a isenção de Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil e a ampliação do crédito consignado ao setor privado.
O que esperar
O cenário indica que o Crescimento do PIB do Brasil pode ganhar sustentação adicional caso o ciclo de juros inicie trajetória de queda. Com inflação em desaceleração, desemprego em nível historicamente baixo e estímulos fiscais em vigor, a economia nacional entra em 2026 com bases estruturadas para manter a expansão.
Ranking do G20 (2025):
- Índia – 7,5%
- Indonésia – 5,1%
- China – 5%
- Arábia Saudita – 4,5%
- Turquia – 3,6%
- Brasil – 2,3%
- Estados Unidos – 2,2%
- Canadá – 1,7%
- União Europeia – 1,6%
- Reino Unido – 1,4%
- Japão – 1,1%
- Coreia do Sul – 1%
- França – 0,9%
- Itália – 0,7%
- México – 0,6%
- Alemanha – 0,4%

