Após votação realizada na quarta-feira (11/03), a Câmara elege a deputada Erika Hilton (Psol-SP) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A parlamentar passa a conduzir o colegiado responsável por discutir projetos e políticas públicas voltadas à proteção e aos direitos das mulheres.
Com 11 votos favoráveis e 10 votos em branco, a parlamentar foi escolhida para comandar a comissão ao longo do ano legislativo, substituindo a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG). A decisão também marca a primeira vez que uma mulher trans assume a presidência do colegiado.
Prioridades incluem proteção e políticas públicas para mulheres
Durante o discurso após a votação, a nova presidente afirmou que pretende direcionar os trabalhos da comissão para medidas práticas voltadas à proteção das mulheres. Entre os pontos citados estão a fiscalização da rede de atendimento e o acompanhamento das Casas da Mulher Brasileira.
A deputada também indicou como prioridades o enfrentamento da violência política de gênero e o incentivo a políticas de saúde integral para mulheres. Segundo ela, o objetivo é garantir que o colegiado acompanhe políticas públicas que impactam diretamente a vida das mulheres em diferentes regiões do país. Além disso, a gestão pretende discutir o enfrentamento à misoginia em ambientes digitais e conteúdos associados ao universo “red pill”.
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A eleição também definiu a composição da mesa diretora da comissão. A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) foi escolhida como primeira vice-presidente, enquanto Adriana Accorsi (PT-GO) assumirá a segunda vice-presidência e Socorro Neri (PP-AC) ocupará a terceira.
Após a escolha da presidência, algumas parlamentares da oposição registraram críticas à decisão e votaram em branco durante o processo. Ainda assim, a chapa foi confirmada após a realização de dois turnos de votação. O episódio evidenciou divergências políticas dentro do colegiado, mas manteve o funcionamento institucional da comissão.
Agenda legislativa deve priorizar enfrentamento à violência
Ao assumir o cargo, Erika Hilton afirmou que pretende conduzir uma gestão voltada ao diálogo entre diferentes correntes políticas da comissão. Em sua fala, ela afirmou que o colegiado deve atuar para garantir dignidade e proteção às mulheres em diferentes contextos sociais.
“Minha gestão tratará de todas as mulheres: das mães solo, das mulheres trabalhadoras, das mulheres negras, indígenas e das que lutam por sobrevivência e dignidade em todos os cantos deste país”, declarou a deputada durante fala após a votação.
A deputada destacou ainda que a comissão deve considerar realidades diversas, incluindo mães solo, mulheres trabalhadoras, negras, indígenas e aquelas em situação de vulnerabilidade. A proposta é fortalecer políticas públicas e ampliar a fiscalização de programas federais voltados à proteção feminina.
Câmara elege Erika Hilton: o que esperar da atuação da comissão
Com a definição da nova presidência, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher inicia o ano legislativo com a responsabilidade de analisar projetos, acompanhar políticas públicas e promover debates sobre igualdade de direitos.
A expectativa é que os trabalhos do colegiado contribuam para fortalecer iniciativas de proteção e ampliar discussões legislativas sobre violência de gênero, saúde e participação política feminina.