Câmara elege Erika Hilton presidente da Comissão da Mulher e amplia diversidade

A Câmara elege Erika Hilton para presidir a Comissão da Mulher em 2026. A gestão anuncia prioridades como fiscalização da rede de proteção, saúde integral e enfrentamento da violência de gênero.
Erika Hilton durante sessão após Câmara elege Erika Hilton presidente da Comissão da Mulher
Deputada Erika Hilton durante sessão na Câmara dos Deputados após eleição para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

Após votação realizada na quarta-feira (11/03), a Câmara elege a deputada Erika Hilton (Psol-SP) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A parlamentar passa a conduzir o colegiado responsável por discutir projetos e políticas públicas voltadas à proteção e aos direitos das mulheres.

Com 11 votos favoráveis e 10 votos em branco, a parlamentar foi escolhida para comandar a comissão ao longo do ano legislativo, substituindo a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG). A decisão também marca a primeira vez que uma mulher trans assume a presidência do colegiado.

Prioridades incluem proteção e políticas públicas para mulheres

Durante o discurso após a votação, a nova presidente afirmou que pretende direcionar os trabalhos da comissão para medidas práticas voltadas à proteção das mulheres. Entre os pontos citados estão a fiscalização da rede de atendimento e o acompanhamento das Casas da Mulher Brasileira.

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A deputada também indicou como prioridades o enfrentamento da violência política de gênero e o incentivo a políticas de saúde integral para mulheres. Segundo ela, o objetivo é garantir que o colegiado acompanhe políticas públicas que impactam diretamente a vida das mulheres em diferentes regiões do país. Além disso, a gestão pretende discutir o enfrentamento à misoginia em ambientes digitais e conteúdos associados ao universo “red pill”.

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A eleição também definiu a composição da mesa diretora da comissão. A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) foi escolhida como primeira vice-presidente, enquanto Adriana Accorsi (PT-GO) assumirá a segunda vice-presidência e Socorro Neri (PP-AC) ocupará a terceira.

Após a escolha da presidência, algumas parlamentares da oposição registraram críticas à decisão e votaram em branco durante o processo. Ainda assim, a chapa foi confirmada após a realização de dois turnos de votação. O episódio evidenciou divergências políticas dentro do colegiado, mas manteve o funcionamento institucional da comissão.

Agenda legislativa deve priorizar enfrentamento à violência

Ao assumir o cargo, Erika Hilton afirmou que pretende conduzir uma gestão voltada ao diálogo entre diferentes correntes políticas da comissão. Em sua fala, ela afirmou que o colegiado deve atuar para garantir dignidade e proteção às mulheres em diferentes contextos sociais.

“Minha gestão tratará de todas as mulheres: das mães solo, das mulheres trabalhadoras, das mulheres negras, indígenas e das que lutam por sobrevivência e dignidade em todos os cantos deste país”, declarou a deputada durante fala após a votação.

A deputada destacou ainda que a comissão deve considerar realidades diversas, incluindo mães solo, mulheres trabalhadoras, negras, indígenas e aquelas em situação de vulnerabilidade. A proposta é fortalecer políticas públicas e ampliar a fiscalização de programas federais voltados à proteção feminina.

Câmara elege Erika Hilton: o que esperar da atuação da comissão

Com a definição da nova presidência, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher inicia o ano legislativo com a responsabilidade de analisar projetos, acompanhar políticas públicas e promover debates sobre igualdade de direitos.

A expectativa é que os trabalhos do colegiado contribuam para fortalecer iniciativas de proteção e ampliar discussões legislativas sobre violência de gênero, saúde e participação política feminina.

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Caroll Medeiros

Caroll Medeiros é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Integra a equipe do Boa Notícia Brasil, contribuindo com reportagens pautadas por checagem rigorosa, ética profissional e compromisso com temas de interesse público.

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