Categoria Motivação

Monges budistas fazem Caminhada pela Paz nos EUA rumo a Washington

A Caminhada pela Paz reúne monges budistas e comunidades nos Estados Unidos em uma jornada a pé que promove atenção plena e convivência. A passagem pela Virgínia incluiu apoio popular e reconhecimento oficial do governo estadual.

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A presença silenciosa de monges budistas caminhando por estradas americanas tem despertado curiosidade e acolhimento. Desde o início da Caminhada pela Paz, ao longo de meses, moradores passaram a se reunir para refletir sobre convivência e cuidado coletivo. Nesse contexto, a jornada pela paz se desenvolve em meio a debates intensos na vida pública dos Estados Unidos, oferecendo uma proposta de pausa e observação.

Caminhada pela Paz como gesto público de reflexão

Iniciada em outubro de 2025, no Texas, a Caminhada pela Paz foi planejada para percorrer cerca de 3.700 quilômetros até Washington, D.C. De acordo com os organizadores, a proposta é levar práticas de paz interior e atenção plena para além de templos e espaços privados. Por isso, essa caminhada espiritual adotou o deslocamento a pé como parte central da mensagem, já que aproxima os monges de comunidades locais ao longo do caminho.

Apoio

Na Virgínia, por exemplo, a Caminhada pela Paz ganhou destaque ao ser recebida por moradores e autoridades em Richmond. Além disso, a governadora Abigail Spanberger promoveu um encontro oficial na prefeitura e proclamou o dia 2 de fevereiro como o “Dia da Caminhada pela Paz”. Vale destacar que essa foi a primeira proclamação estadual feita por ela desde que assumiu o cargo, em 17 de janeiro, o que ampliou a visibilidade institucional da iniciativa.

Uma jornada espiritual que cruza cidades e pessoas

Durante o final de semana, mesmo diante das baixas temperaturas, os monges seguiram em direção a Petersburg, mantendo o ritmo diário da jornada pela paz. No 98º dia do percurso, o apoio popular se mostrou constante. Para muitos participantes, a Caminhada pela Paz oferece um espaço de escuta em meio a tensões sociais persistentes.

Kevin Halligan, de 71 anos, morador do Condado de Chesterfield, afirmou que decidiu acompanhar a passagem dos monges porque se sente cansado de discursos de ódio e retaliação. Segundo ele, a presença dos religiosos durante a caminhada espiritual inspira uma pausa necessária para refletir sobre justiça e convivência. Além disso, reforça a importância do apoio comunitário em tempos de polarização.

Reconhecimento coletivo

À medida que avança rumo à capital americana, a Caminhada pela Paz segue atraindo pessoas interessadas em ações não violentas de diálogo. Assim, a cada cidade, o contato direto com moradores reforça o caráter humano dessa ação pela paz, que combina espiritualidade, presença pública e escuta ativa.

Por fim, a expectativa é que novos encontros ocorram até a chegada a Washington, ampliando o alcance da mensagem proposta pelos organizadores. Dessa forma, a Caminhada pela Paz se consolida como uma experiência coletiva que conecta trajetos físicos a reflexões compartilhadas sobre convivência e atenção plena.