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A convivência com o oceano exige adaptação constante, especialmente em regiões onde grandes predadores fazem parte do ecossistema. Diante disso, um novo traje de surfe, ainda em fase de testes, busca ampliar a segurança sem interferir no ambiente marinho. Ao mesmo tempo, ele combina design inspirado na natureza e leitura do comportamento animal.
Padrões visuais do traje de surfe
O mergulhador Juan Oliphant, conhecido como Juan Sharks, apresentou a iniciativa em parceria com a marca Rusty Surfboards. Nesse contexto, o traje de surfe adota padrões visuais inspirados no tubarão-tigre, aplicados em forma de listras contrastantes. Segundo especialistas em comportamento animal, esse desenho altera a percepção do corpo humano no ambiente marinho. Com isso, o traje de surfe reduz a associação do surfista com presas habituais.
Além do vestuário, a proposta do traje de surfe também inclui a prancha. Nesse caso, o equipamento traz um dispositivo de dissuasão elétrica integrado ao conjunto. O sistema emite impulsos de baixa intensidade. De acordo com estudos sobre eletro-recepção, esses sinais provocam desconforto nos sensores naturais dos tubarões. Por essa razão, o traje de surfe, aliado à prancha, tende a dificultar a aproximação do animal, sem causar danos.
Roupa de surfe com design biomimético
O comportamento do surfista, por sua vez, também integra a lógica do traje de surfe. Nesse ponto, Juan Oliphant recomenda mudanças frequentes de direção durante a prática. Essa conduta ajuda a evitar padrões associados à vulnerabilidade. Enquanto isso, quando a pessoa permanece imóvel ou se desloca em linha reta, ela pode atrair atenção indesejada. Segundo análises comportamentais, trajetórias variáveis reforçam a função preventiva da roupa de surfe com design biomimético.
Paralelamente, os testes do traje de surfe seguem protocolos rigorosos. Por isso, a equipe realiza as avaliações longe da costa, apenas uma ou duas vezes por ano. Profissionais especializados conduzem todas as atividades. Além disso, o acompanhamento inclui mergulhadores de segurança e uma profissional dedicada ao estudo do comportamento de tubarões. Com isso, o desenvolvimento da roupa mantém controle técnico em todas as etapas.
A proposta se insere, por fim, em um contexto mais amplo de pesquisa sobre vestuário de surfe voltado à prevenção. Já em 2014, o Instituto de Oceanos da Universidade da Austrália Ocidental apresentou trajes com abordagem semelhante. Assim, a comunidade científica ampliou o interesse por soluções não agressivas. Agora, a novidade atual avança ao integrar traje de surfe, equipamento e conduta humana.
Dessa forma, ao priorizar convivência e prevenção, o traje de surfe aponta para um futuro em que esporte, ciência e natureza compartilham o mesmo espaço. Nesse cenário, a previsibilidade cresce, assim como o respeito ao oceano.
