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O telescópio espacial James Webb voltou a surpreender a ciência ao registrar detalhes inéditos da nebulosa “Olho de Deus”, também conhecida como Nebulosa da Hélice. Segundo a Revista Conexão, a imagem revela com profundidade como a morte de estrelas alimenta o nascimento de novos sistemas planetários, reforçando uma das ideias mais fascinantes da astrofísica moderna: no Universo, fim e recomeço caminham juntos.
Além disso, o registro amplia a compreensão sobre processos cósmicos que moldam estrelas e planetas ao longo de milhões de anos. Por isso, a nova observação se tornou um marco para pesquisadores e entusiastas da astronomia.
O que é o “Olho de Deus”
O telescópio espacial James Webb registrou a nebulosa “Olho de Deus”, localizada a cerca de 655 anos-luz da Terra, na constelação de Aquário. A estrutura é classificada como uma nebulosa planetária, formada quando uma estrela semelhante ao Sol esgota seu combustível nuclear e expulsa suas camadas externas.
Além do formato circular que inspira seu apelido, a nebulosa cumpre um papel essencial no equilíbrio do cosmos. Ela dispersa elementos químicos como carbono, oxigênio e nitrogênio, fundamentais para a formação de novas estrelas e planetas. Assim, o material liberado passa a integrar futuras gerações de corpos celestes.
Como o telescópio espacial James Webb captou a nebulosa “Olho de Deus”
O telescópio espacial James Webb utilizou sua câmera de infravermelho próximo para revelar estruturas invisíveis a telescópios tradicionais. A tecnologia permitiu observar uma região próxima à estrela central, uma anã branca — o remanescente denso do astro original.
Enquanto isso, pilares em tons dourados e alaranjados surgem moldados pela interação entre gás, poeira e radiação. Ao fundo, estrelas azuladas pontuam o espaço profundo, ajudando a dimensionar a vastidão do Universo e a complexidade dos processos estelares.
O telescópio espacial James Webb e o ciclo de vida cósmico
A imagem captada pelo telescópio espacial James Webb da nebulosa “Olho de Deus” vai além da beleza visual. Ela ilustra um ciclo essencial do cosmos: a morte estelar não representa um fim definitivo, mas sim o início de novas possibilidades.
Portanto, os elementos espalhados pela nebulosa enriquecem nuvens interestelares que, milhões de anos depois, podem dar origem a novos sistemas planetários. Esse processo contínuo sustenta a evolução do Universo e mantém viva a dinâmica cósmica observada hoje.
