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Em dezembro de 2025, uma operação coordenada pela Interpol mostrou como a tecnologia contra tráfico animal passou a integrar a rotina da fiscalização ambiental. Realizada em 134 países, a ação resultou na apreensão de cerca de 30 mil animais vivos e na identificação de aproximadamente 1.100 suspeitos. O resultado indica como soluções tecnológicas já apoiam decisões mais precisas no combate ao crime ambiental.
Tecnologia contra tráfico animal na fiscalização de cargas
Nos portos e centros de distribuição, a tecnologia contra tráfico animal aparece no uso de scanners de raio-X adaptados para cargas, que atuam como aliados diretos dos inspetores. Esses equipamentos, integrados a softwares de análise visual, não identificam espécies, mas apontam anomalias em embalagens. Dessa forma, orientam a escolha das remessas que exigem inspeção detalhada e reduzem a dependência de verificações aleatórias. Hoje, menos de 10% das cargas globais passam por abertura física.
Além disso, ferramentas digitais baseadas em inteligência artificial ampliam o alcance da tecnologia contra tráfico animal na identificação de espécies apreendidas. Sistemas desenvolvidos com apoio da Academia Chinesa de Ciências permitem que agentes descrevam características físicas e recebam sugestões técnicas. Esse recurso facilita a distinção entre espécies semelhantes, mas sujeitas a diferentes níveis de proteção legal, conforme as normas da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES).
Ferramentas digitais no monitoramento do comércio ilegal
Fora das fronteiras físicas, a tecnologia contra tráfico animal também atua no ambiente digital, onde parte relevante do comércio ilegal ocorre. Organizações como o World Wildlife Fund colaboram com empresas de tecnologia para analisar anúncios online que usam linguagem codificada, emojis ou imagens sem descrição. Entre 2018 e 2023, as plataformas removeram ou bloquearam mais de 23 milhões de anúncios e contas ligados à venda ilegal de espécies protegidas, segundo dados divulgados pelas próprias empresas.
Outra frente da tecnologia contra tráfico animal envolve a análise automatizada de documentos de transporte. Softwares examinam milhões de manifestos e licenças em busca de rotas incomuns, valores incompatíveis ou espécies fora do padrão comercial da região. Com isso, a fiscalização prioriza cargas com maior probabilidade de irregularidade, antes mesmo da chegada aos destinos finais.
Apoio à ação humana
Em operações de campo, a tecnologia contra tráficoanimal se materializa em testes portáteis de DNA e scanners de madeira, capazes de confirmar espécies em poucos minutos, mesmo longe de laboratórios. Pesquisadores ligados à Universidade da Flórida afirmam que essas ferramentas não substituem a experiência dos agentes. Ainda assim, ampliam a capacidade de resposta e facilitam a cooperação entre países. Dessa maneira, a tecnologia contra tráfico animal favorece ações mais antecipatórias e acompanha a adaptação constante das redes criminosas.
