Categoria Inovação

Empresa alemã quer criar serviço de coleta de lixo espacial

A Project-S busca coletar lixo espacial, iniciativa que marca um avanço importante ao preparar sua…

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A Project-S busca coletar lixo espacial, iniciativa que marca um avanço importante ao preparar sua primeira missão para 2026, quando pretende mapear fragmentos invisíveis que circulam em alta velocidade na órbita terrestre. Assim, o satélite criado por Leonidas Askianakis será capaz de detectar detritos entre um e dez centímetros, faixa considerada crítica para a segurança orbital. Nesse contexto, a demanda por soluções cresceu após a nova lei espacial europeia, que exige formas eficientes de lidar com resíduos deixados por operadores de satélites.

Entre reuniões e estudos diários, Askianakis reforça seu compromisso ao afirmar que “não posso simplesmente deixar de lado o meu projeto”.

Apoio

No primeiro terço da narrativa, a Project-S detritos surge como resposta direta às observações da Agência Espacial Europeia (ESA). De acordo com Jan Siminski, da ESA, fragmentos de um centímetro liberam energia comparável à de uma granada em caso de colisão. Além disso, esses objetos podem permanecer séculos em órbita. Por isso, a combinação entre risco e permanência despertou no jovem engenheiro a convicção de que a proteção do espaço exige iniciativas contínuas, sobretudo em altitudes críticas entre 700 e 800 quilômetros.

No centro da proposta tecnológica, a empresa combina radar sensível, padrões de varredura e algoritmos capazes de rastrear resíduos espaciais. Depois disso, sondas com braços robóticos deverão remover fragmentos maiores, ampliando o impacto da Project-S órbita. Paralelamente, conversas com a Airbus reforçaram a confiança de Askianakis, que encontrou na Baviera um ecossistema disposto a apoiar novas tecnologias ligadas ao setor espacial.

Project-S: lixo espacial recebe força da Baviera

A Baviera investe desde 2018 mais de 245 milhões de euros em iniciativas espaciais e, portanto, cria um ambiente fértil para projetos inovadores, como este de coleta de lixo espacial. Segundo Hubert Aiwanger, da Bavieira, “empresas e instituições podem implementar projetos que, de outra forma, jamais se concretizariam”. Como resultado, a startup Project-S recebeu 1 milhão de euros para sua missão inaugural.

A compreensão de que o setor ainda carecia de rastreamento amplo motivou Askianakis a agir. Além disso, a região ofereceu condições ideais para o desenvolvimento da tecnologia sem exigir migração para outros países.

Novas perspectivas para a limpeza orbital

A expansão de tecnologias de vigilância e remoção abre caminhos promissores para a segurança do espaço. Assim, a valorização da proteção orbital reforça o papel da Project-S satélite, inspira iniciativas dedicadas a preservar a órbita como patrimônio coletivo.