Categoria Inovação

Guitarra elétrica do futuro propõe instrumento montado pelo próprio músico

A guitarra elétrica do futuro surge com peças modulares, captadores sem solda e efeitos integrados. O projeto aposta em autonomia criativa, praticidade e controle sonoro direto no instrumento, com foco inicial em músicos profissionais.

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A guitarra elétrica do futuro começa a ganhar forma fora dos ateliês tradicionais. Em vez de um instrumento fixo, esse tipo de guitarra surge como uma estrutura adaptável. Assim, ela acompanha as escolhas do músico ao longo do tempo. Nesse contexto, a proposta nasce da constatação de que timbre, ergonomia e praticidade raramente permanecem iguais durante a trajetória de quem toca.

Guitarra elétrica do futuro como plataforma personalizável

No centro desse conceito de guitarra do futuro, a empresa turca Shark Instruments desenvolve um sistema com corpos, braços, pontes e outros componentes padronizados. Dessa maneira, o músico combina as peças de diferentes formas, o que permite ajustes rápidos no formato e na resposta sonora do instrumento elétrico modular. Além disso, o uso de titânio usinado garante firmeza na montagem e estabilidade durante a execução. Assim, o músico consegue trocar até o braço da guitarra elétrica do futuro para adaptar pegada e conforto conforme a necessidade.

Apoio

Novo conceito de guitarra modular e controle sonoro

Outro aspecto central da guitarra elétrica do futuro está na eletrônica interna. Os captadores operam no formato plug-and-play e eliminam a necessidade de solda. Com isso, o músico testa timbres com mais facilidade. Ao mesmo tempo, o sistema ajusta automaticamente o volume entre diferentes modelos, o que reduz variações indesejadas em apresentações e gravações. Além disso, um painel traseiro amplia o controle elétrico da guitarra personalizável e supera as funções dos botões tradicionais de tom e volume.

Efeitos integrados

Em versões mais avançadas, a guitarra elétrica do futuro incorpora “FX Cards”, cartuchos internos com efeitos como overdrive, distorção, delay e reverb. Nesse cenário, o músico controla os recursos por meio de knobs instalados na própria guitarra, o que diminui a dependência de pedais externos. Paralelamente, o design modular favorece transporte e manutenção, pois o braço pode ser removido sem retirar as cordas. Assim, viagens e reparos rápidos se tornam mais simples.

Os modelos da guitarra elétrica do futuro devem chegar ao mercado com valores entre US$ 4 mil e US$ 6 mil, com foco inicial em músicos profissionais. Ainda assim, a proposta aponta para uma nova forma de pensar instrumentos elétricos, ao priorizar a adaptação contínua como parte da experiência musical.