A China vem chamando a atenção do mundo ao apostar em cabines médicas com IA como solução para ampliar o acesso à saúde pública. Segundo o artigo “Cabines Médicas na China: A Revolução da Saúde com IA”, publicado no portal CryptoID, a iniciativa reúne tecnologia, baixo custo e atendimento contínuo, além de atrair o interesse do mercado internacional.
As cabines médicas com IA operam como quiosques automatizados instalados em locais de grande circulação, como metrôs, shoppings e hospitais. Logo na entrada, o paciente informa seus sintomas e realiza medições automáticas de sinais vitais, incluindo pressão arterial, temperatura e frequência cardíaca.
Em seguida, a inteligência artificial cruza os dados, sugere um diagnóstico inicial e recomenda o tratamento. Contudo, em casos mais complexos, o sistema aciona médicos humanos por videochamada, o que garante uma camada adicional de segurança clínica.
Eficiência, custo reduzido e impacto no sistema de saúde
Um dos maiores diferenciais das cabines médicas com IA está no custo. Conforme o levantamento do CryptoID, as consultas variam entre US 10 e US 30 (aproximadamente R$ 50 a R$ 150), valor bem inferior ao atendimento tradicional.
Além disso, como funcionam 24 horas por dia, essas unidades ajudam hospitais a realizar triagens iniciais, resolvendo casos simples no próprio quiosque. Portanto, apenas situações mais graves seguem para médicos presenciais, o que reduz filas e custos operacionais.
Cabines médicas com IA e farmácia integrada
Outro avanço relevante das cabines médicas com IA é a dispensação imediata de medicamentos. Muitas unidades contam com farmácia integrada, liberando analgésicos, antitérmicos, antialérgicos e remédios para gripe e resfriado. Em situações específicas, medicamentos de prescrição simples também podem ser liberados, desde que validados remotamente por um médico.
Apesar dos benefícios, as cabines levantam debates éticos, como riscos de automedicação e a definição de responsabilidades em caso de erro. Para o Brasil, especialistas apontam que a adoção exigiria integração ao SUS e fiscalização rigorosa da Anvisa, sobretudo em proteção de dados e segurança farmacêutica.
