Categoria Empreendedorismo

Governo federal e Sesi ampliam oferta de cuidotecas no Brasil

As cuidotecas no Brasil passam por expansão com apoio do governo federal e do Sesi. A iniciativa oferece acolhimento infantil gratuito em horários ampliados, permitindo que responsáveis estudem e se qualifiquem profissionalmente.

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A dificuldade de conciliar cuidado infantil, estudo e trabalho ainda limita escolhas de muitas famílias. Nesse contexto, as cuidotecas no Brasil surgem como resposta prática. Elas oferecem espaços seguros para crianças enquanto responsáveis buscam qualificação profissional. Esses espaços de cuidado infantil integram acolhimento e educação. Ao mesmo tempo, ampliam o acesso a oportunidades formais.

Cuidotecas no Brasil e a política de cuidados

A ampliação das cuidotecas no Brasil ocorre por meio de um Acordo de Cooperação Técnica. A parceria envolve o governo federal e o Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (CN-Sesi). A iniciativa integra o Plano Nacional de Cuidados Brasil que Cuida. A coordenação é do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A execução passa pela Secretaria Nacional da Política de Cuidados e Família (SNCF).

Apoio

Segundo o ministro Wellington Dias, a ausência de unidades de acolhimento infantil ajuda a explicar a baixa ocupação feminina em alguns setores. Ele cita, sobretudo, a indústria como exemplo dessa limitação.

Essas unidades de cuidado para crianças são públicas e gratuitas. Atendem crianças de 3 a 12 anos, com e sem deficiência. Além disso, as cuidotecas no Brasil funcionam além da jornada escolar. Há oferta inclusive em períodos noturnos, o que favorece quem estuda ou participa de cursos profissionalizantes.

Expansão do cuidado infantil em espaços educacionais

Com a parceria, o Sesi passa a apoiar financeiramente projetos de cuidotecas no Brasil por meio de editais. Cada iniciativa pode receber até R$ 500 mil. Os recursos são destinados à compra de equipamentos, materiais e contratação de serviços. Os departamentos regionais do Sesi executam os projetos. Eles também garantem o funcionamento diário das unidades de acolhimento infantil.

O MDS presta apoio técnico e metodológico. Além disso, participa da capacitação das equipes locais.

De acordo com a secretária nacional Laís Abramo, o objetivo das cuidotecas é ampliar oportunidades. A proposta permite que responsáveis, em geral mulheres, aumentem a escolaridade. Também facilita o ingresso no mercado de trabalho em horários além do período escolar. Dessa forma, o cuidado infantil se conecta diretamente à formação profissional.

Atualmente, 12 cuidotecas no Brasil estão em funcionamento. Uma opera na Universidade Federal Fluminense (UFF). Outras 11 funcionam em Institutos Federais da Bahia, do Maranhão e de Sergipe. Nessas unidades de cuidado infantil, as crianças participam de atividades recreativas. Há leitura, jogos e artes. Também recebem alimentação, cuidados de higiene e momentos de descanso.

Com a ampliação prevista, a expectativa do MDS é levar o modelo de cuidotecas no Brasil a novos territórios. O foco está em espaços ligados ao Sistema Indústria. Assim, essas unidades passam a ocupar papel estratégico. Assim, elas ajudam a organizar a rotina de famílias que buscam estudar, trabalhar e planejar o futuro com mais estabilidade.