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O verão brasileiro costuma movimentar turistas, paisagens e memórias afetivas. Porém, além disso, ele também aquece o empreendedorismo popular. Segundo reportagem da PEGN (Pequenas Empresas & Grandes Negócios), carrinhos de comida nas praias estão se consolidando como negócios altamente lucrativos, impulsionados por criatividade, identidade visual e forte presença digital.
De Ubatuba, em São Paulo, até Maceió, em Alagoas, pequenos empreendedores estão transformando produtos simples em experiências marcantes, capazes de gerar filas longas e faturamento acima da média durante a alta temporada.
Os carrinhos de comida nas praias deixaram de ser apenas pontos de venda improvisados. Em Ubatuba, por exemplo, um carrinho de açaí totalmente rosa se tornou atração turística. A empreendedora Simone Silva decidiu romper com o padrão tradicional e apostou em identidade visual forte, atendimento próximo e inovação constante.
“Não quero que meus clientes me procurem pelo preço, mas pela qualidade”, afirma Simone, em citação que sintetiza o novo perfil desses negócios.
Além disso, ela investe em frutas frescas e novidades semanais no cardápio, o que reforça a fidelização.
Atualmente, Simone opera dois carrinhos e fatura, em média, R$ 7 mil por mês por unidade, mesmo com preços acima da concorrência. Nos fins de semana, as filas chegam a durar até uma hora.
Carrinhos de comida nas praias e o poder das redes sociais
Além da estética, os carrinhos de comida nas praias também encontraram nas redes sociais um aliado decisivo. Em Maceió, o “vulcão de bolos”, comandado por Larissa Barbosa e Willian Soares, virou fenômeno digital graças a vídeos que mostram caldas escorrendo sobre bolos preparados na hora.
O casal investiu inicialmente cerca de R$ 4,5 mil no carrinho e apenas R$ 150 em insumos. No início, vendiam sete bolos por dia. Hoje, chegam a 300 unidades diárias, impulsionados pela viralização espontânea dos vídeos.
Força do empreendedorismo criativo
Os exemplos mostram que os carrinhos de comida nas praias se destacam quando combinam experiência, criatividade e bom atendimento. Além disso, a informalidade não impede profissionalismo nem planejamento. Pelo contrário, muitos desses negócios se tornaram a principal fonte de renda de famílias inteiras.
Portanto, o verão segue sendo mais do que uma estação turística. Ele representa uma janela estratégica para quem aposta em inovação, identidade própria e relacionamento com o público. Conforme destaca a PEGN, iniciativas assim revelam a força do empreendedorismo brasileiro e seu potencial de crescimento mesmo em cenários simples.
