Categoria Educação

Imersão fortalece mulheres na ciência na Fiocruz e inspira 150 estudantes

Imersão fortalece mulheres na ciência na Fiocruz e reúne 150 estudantes da Região Metropolitana do Rio. Iniciativa celebra o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência e amplia horizontes para jovens que sonham com carreira científica.

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Ainda na adolescência, Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira ouviu da mãe que deveria estudar química. Anos depois, aos 17, ela está prestes a concluir o ensino médio técnico e vivencia na prática o impacto das mulheres na ciência na Fiocruz, iniciativa destacada pela Agência Brasil no Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência (11/02). Além disso, a data criada em 2015 pela Organização das Nações Unidas reforça a urgência de enfrentar a desigualdade de gênero nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (Stem).

As mulheres na ciência na Fiocruz protagonizam, desde 2020, uma imersão de verão voltada a estudantes do ensino médio. Neste ano, 150 alunas da Região Metropolitana do Rio passaram três dias em contato com pesquisadoras de 13 unidades da Fundação. Assim, a proposta apresenta a ciência real, para além dos estereótipos.

Apoio

Raíssa participou em 2025 e decidiu voltar. Além dela, colegas como Beatriz Antônio da Silva relatam inspiração em professoras que enfrentaram preconceitos na universidade. “Ela quer abrir portas para a gente”, conta Beatriz, ao lembrar da docente de física que estimula meninas negras a ingressarem na área científica.

Mulheres na ciência na Fiocruz enfrentam desigualdades estruturais

As mulheres na ciência na Fiocruz também articulam ações institucionais. Conforme explica Beatriz Duqueviz, da coordenação do Programa Mulheres e Meninas na Ciência, a iniciativa atua em três frentes: valorização de cientistas, pesquisas sobre gênero e estímulo ao interesse científico. Entretanto, ela ressalta que o desestímulo começa na infância e se intensifica entre meninas mais pobres, que acumulam tarefas domésticas.

As mulheres na ciência na Fiocruz ganham força simbólica após a gestão de Nísia Trindade, primeira mulher a presidir a Fundação e ocupar o Ministério da Saúde.

Segundo Duqueviz, “você não precisa nascer um gênio para ser cientista. O que você precisa é ter curiosidade e disciplina para buscar respostas”.

Portanto, a ocupação de espaços de liderança amplia referências e fortalece trajetórias.

Jovens constroem futuros possíveis

Durante a imersão, as estudantes visitam laboratórios, mas também conhecem espaços como o Laboratório de Conservação Preventiva e a revista Cadernos de Saúde Pública. Além disso, percebem que a produção científica é coletiva e multidisciplinar.

Por isso, as mulheres na ciência na Fiocruz tornam-se exemplo concreto de que a pesquisa é acessível e diversa. Ao mesmo tempo, mostram que desafios persistem, especialmente na ascensão a cargos mais altos. Ainda assim, iniciativas como essa transformam expectativas em projetos de vida. Para conhecer mais sobre a Fundação, acesse o portal oficial da Fiocruz.

Assim, as mulheres na ciência na Fiocruz reafirmam que curiosidade, disciplina e oportunidade podem mudar destinos. Além disso, ao inspirar jovens como Sulamita do Nascimento Morais, que deseja estudar ciência da computação, o programa fortalece uma geração que já entende que seu lugar é onde quiser estar.