Categoria Educação

Ensino bilíngue na infância muda a forma de aprender desde cedo

O ensino bilíngue na infância amplia formas de aprender ao integrar duas línguas à rotina escolar. Especialistas explicam como essa abordagem atua no desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças e quais critérios ajudam famílias a escolher a escola.

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O contato com duas línguas desde cedo tem levado famílias a repensar escolhas educacionais. Nesse cenário, o ensino bilíngue na infância passa a ser visto como uma proposta que integra o inglês à aprendizagem diária. Diferente de uma disciplina isolada, o idioma faz parte da rotina. Assim, essa forma de aprendizagem em duas línguas permite que a criança aprenda conteúdos escolares enquanto amplia seu repertório linguístico de modo contínuo.

Ensino bilíngue na infância e o desenvolvimento cognitivo

Durante a primeira infância, o cérebro apresenta alta capacidade de adaptação. Por isso, especialistas apontam que o ensino bilíngue na infância, ao promover a exposição simultânea a dois idiomas, favorece conexões ligadas ao raciocínio, à atenção e à organização do pensamento. Segundo o pediatra Nelson Douglas Ejzenbaum, a alfabetização por volta dos quatro ou cinco anos permite que a criança compreenda e utilize duas línguas sem sobrecarga. Nesse período, o aprendizado ocorre de forma integrada ao cotidiano escolar.

Apoio

Além disso, a pedagoga Vanessa Codecco explica que o uso frequente da segunda língua em diferentes contextos fortalece a educação bilíngue infantil. Esse contato amplia a compreensão de conceitos. Dessa forma, o idioma deixa de ser apenas conteúdo e passa a funcionar como ferramenta ativa no processo educacional desde os primeiros anos.

Educação em duas línguas dentro da rotina escolar

Ao contrário de cursos extracurriculares, o ensino bilíngue na infância acontece dentro do horário regular. Segundo Juliana Diniz, diretrizes educacionais indicam que ao menos 30% da carga horária seja conduzida em inglês. Com isso, disciplinas como matemática, ciências e artes também participam da alfabetização em dois idiomas. Esse modelo reforça a familiaridade com a língua estrangeira ao longo da formação.

Nesse contexto, a qualificação dos professores ganha relevância no modelo de educação bilíngue. Além da fluência, o docente precisa dominar estratégias pedagógicas adequadas. O objetivo é ensinar conteúdos acadêmicos em outra língua com clareza. Assim, observar se a escola sustenta uma proposta consistente de ensino bilíngue na infância em materiais, eventos e comunicação cotidiana se torna parte essencial da escolha.

Formação social e identidade

Outro ponto destacado por especialistas envolve a dimensão social da aprendizagem. Para Sabrina Almeida Ribeiro, a aprendizagem em duas línguas amplia o acesso a diferentes perspectivas culturais. Esse contato favorece a construção da identidade desde cedo. Nesse sentido, o ensino bilíngue na infância contribui para que a criança desenvolva maior autonomia ao se comunicar e compreender realidades diversas.

Ao considerar objetivos familiares, metodologia e estrutura da escola, o ensino bilíngue na infância se apresenta como uma escolha alinhada a uma formação ampla. Assim, no longo prazo, a experiência tende a apoiar crianças mais seguras ao lidar com linguagem, ideias e relações em diferentes contextos.