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Marquise amplia ações de educação ambiental voltadas ao descarte correto de resíduos

A educação ambiental influencia diretamente a forma como resíduos são separados, destinados e reaproveitados. Em Fortaleza, iniciativas educativas mostram que hábitos cotidianos bem orientados reduzem perdas, apoiam comunidades e fortalecem a gestão urbana.

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A rotina das cidades revela que a educação ambiental começa dentro de casa, muito antes do caminhão de coleta percorrer as ruas. Nesse contexto, a forma como cada pessoa separa, embala e descarta seus resíduos define o destino de materiais que poderiam retornar à cadeia produtiva. Assim, em centros urbanos como Fortaleza, Ceará, essa escolha diária interfere diretamente na eficiência do sistema e na qualidade ambiental.

Educação ambiental aplicada ao descarte diário

Quando resíduos recicláveis são descartados junto a restos orgânicos, eles perdem valor e deixam de ser reaproveitados. Por isso, segundo a Marquise Ambiental, orientar o cidadão de forma clara ajuda a evitar esse tipo de perda. De acordo com o diretor-presidente da empresa, Hugo Nery, a educação ambiental contínua reduz a contaminação dos materiais e melhora o desempenho da coleta e do tratamento, tornando o processo mais organizado.

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Além disso, a orientação vai além da separação básica. Ao explicar como reduzir a geração de resíduos e como acondicioná-los corretamente, amplia-se o entendimento sobre consumo responsável. Dessa forma, o descarte deixa de ser automático e passa a ser consciente, como avalia a empresa responsável pela gestão de resíduos em Fortaleza.

“Sem educação ambiental, o sistema recebe material contaminado, perde eficiência e o que poderia virar matéria-prima acaba indo para o aterro. Quando a educação é sistemática e contínua, o cidadão passa a descartar com consciência — o que antes era feito no automático vira hábito correto”, afirma Hugo Nery, diretor-presidente da Marquise Ambiental e conselheiro da ABREMA (Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente).

Ações educativas que conectam pessoas e território

No Aterro Metropolitano de Fortaleza, a educação ambiental ganha forma prática. Nesse espaço, uma horta cultivada com insumos da compostagem produz alimentos utilizados no refeitório dos funcionários. Ao mesmo tempo, famílias do entorno participam de trocas de recicláveis por alimentos, o que associa aprendizado ambiental à segurança alimentar.

Paralelamente, a Marquise Ambiental investe em conteúdos audiovisuais e jogos digitais para ampliar o alcance das ações educativas. O média-metragem Os TacTacs – Uma Aventura Ambiental, lançado em 2025, soma quase 800 mil visualizações no YouTube e já foi exibido presencialmente para cerca de 4 mil estudantes da rede pública. Da mesma forma, projetos como O Presente de Cecília ultrapassaram 2,1 milhões de visualizações e alcançaram centenas de milhares de crianças.

Hábito urbano permanente

No ambiente digital, o game Academia de Ecocidadãos apresenta desafios interativos sobre descarte correto e cidadania. Atualmente, o aplicativo, disponível para Android, já superou 1.800 downloads. Para Vini Fernandes, gerente de Marketing e Inteligência Social do Grupo Marquise, a educação ambiental funciona quando se torna rotina, baseada em pequenas ações repetidas diariamente.

“A educação ambiental funciona quando vira rotina. Pequenas mudanças diárias, repetidas, fazem uma diferença enorme no resultado ambiental”, afirma Fernandes.

Ao integrar, portanto, ações presenciais, tecnologia e orientação contínua, a educação ambiental contribui para cidades mais organizadas. Com isso, o aprendizado diário transforma escolhas simples em resultados concretos, reforçando que o cuidado com o ambiente começa antes da coleta e se constrói no dia a dia urbano.

A Marquise Ambiental atua há mais de 40 anos e atende mais de 22 milhões de pessoas. Coleta cerca de 3,36 milhões de toneladas por ano e trata aproximadamente 4,9 milhões de toneladas, com atuação em gestão de resíduos, operação de aterros, reaproveitamento, compostagem e educação ambiental. Há 25 anos investe em programas como o EcoCidadão e é referência em biometano, com a primeira planta do país a injetar 100% do biometano na rede de gasoduto de distribuição — respondendo por cerca de 15% do gás consumido no Ceará.