Um adolescente de 12 anos do 8º ano do ensino fundamental foi aprovado no curso de matemática da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), na última terça-feira (10/02). Bernardo Vinício Manfredini prestou o vestibular como treineiro e conquistou a vaga após enfrentar duas etapas de prova.
Morador de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, o estudante de 12 anos decidiu participar do processo seletivo para entender como funciona o exame. Segundo ele, a nota de corte veio cerca de 20 pontos acima do esperado. “Consegui passar com uns pontinhos sobrando”, afirmou o adolescente de 12 anos.
Adolescente de 12 anos e o desafio do vestibular
O processo da Uerj é dividido em exame de qualificação, com 60 questões objetivas, e etapa discursiva, que inclui redação e provas específicas. No caso do adolescente de 12 anos, as disciplinas cobradas foram matemática e física.
A mãe, Luzia Manfredini, professora, contou que orientou o filho a encarar a experiência sem pressão. “Expliquei que ele poderia até entregar a prova em branco”, relatou. Ainda assim, ao permanecer mais de duas horas no local, ela percebeu que o jovem de 12 anos estava comprometido com o desempenho.
Medalhas acadêmicas e altas habilidades
O adolescente de 12 anos aprovado na Uerj acumula participação em mais de 100 olimpíadas científicas. Ao longo da trajetória, conquistou cerca de 80 medalhas em competições como OBM, OBMEP e OMERJ, além de disputas internacionais americanas e asiáticas.
A família identificou altas habilidades quando o menino tinha apenas 4 anos. De acordo com a mãe, compreender esse perfil foi decisivo para organizar a rotina de aprendizagem. Apesar do desempenho em ciências exatas, o adolescente mantém atividades comuns da adolescência, como videogame, praia e tênis de mesa.
Embora ainda esteja no ensino fundamental, o adolescente de 12 anos já projeta cursar engenharia da computação. Ele afirma que pretende disputar vaga no ITA ou no IME, instituições reconhecidas pela excelência em formação técnica.
Sobre o avanço da inteligência artificial, o estudante avalia que a tecnologia pode ajudar ou prejudicar, dependendo da aplicação. Para ele, ferramentas digitais facilitam cálculos complexos, mas ainda apresentam falhas.
O caso do adolescente de 12 anos chama atenção não apenas pela precocidade, mas pelo debate que levanta sobre acesso ao ensino superior, formação em exatas e estímulo a talentos acadêmicos no país.
