Categoria Bem Estar

Eles chegam aos 80 com corpo e mente jovens: o povo indígena Tsimane desafia a ciência moderna

O povo indígena Tsimane, da Bolívia, intriga a ciência ao envelhecer com artérias e cérebros mais jovens. Estudos apontam que rotina ativa e alimentação natural garantem baixa incidência de doenças cardíacas e demência.

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Estudos recentes divulgados colocaram o povo indígena Tsimane, da Bolívia, no centro das atenções científicas globais. Vivendo em regiões isoladas da Amazônia boliviana, esses indígenas apresentam um envelhecimento excepcionalmente lento, com indicadores de saúde cardiovascular e cognitiva que superam, com folga, os de populações urbanas industrializadas. Além disso, os dados divulgados pelo portal CPG Click Petróleo e Gás reforçam como hábitos cotidianos moldam profundamente a longevidade funcional.

O povo indígena Tsimane chama atenção, sobretudo, pelos índices inéditos de saúde cardiovascular. Segundo os levantamentos da BBC News britânica citados, cerca de 85% dos idosos tsimane apresentam risco zero de doenças cardíacas, enquanto metade das pessoas com mais de 80 anos não possui qualquer sinal de calcificação arterial. Além disso, pesquisadores observaram que o envelhecimento das artérias ocorre de forma muito mais lenta do que em países desenvolvidos.

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Povo indígena Tsimane e a preservação da saúde cognitiva

O povo indígena Tsimane também surpreende quando o foco é o cérebro. A perda de função cognitiva ocorre cerca de 40% mais lentamente nessa comunidade, com incidência significativamente menor de doenças neurodegenerativas, como a demência. Além disso, os cientistas associam esse desempenho à combinação entre atividade física diária intensa e estímulos constantes do ambiente natural. Estudos comparativos indicaram que as artérias dos idosos tsimane são biologicamente mais jovens do que as de pessoas da mesma idade em países desenvolvidos.

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Rotina ancestral explica a vitalidade do povo

O estilo de vida do povo indígena Tsimane sustenta esses resultados. Mesmo em idades avançadas, muitos idosos caminham aproximadamente 17 mil passos por dia, enquanto mantêm uma dieta baseada em carboidratos naturais, como mandioca, banana e milho. Contudo, embora enfrentem desafios como infecções parasitárias e ausência de saneamento, os pesquisadores acreditam que essa exposição contínua pode contribuir para um sistema imunológico mais equilibrado.

Além disso, o avanço do contato com o mundo urbano começa a introduzir riscos, como obesidade e hipertensão, ameaçando esse equilíbrio ancestral. Por isso, a experiência do povo indígena Tsimane tornou-se um modelo valioso para a ciência compreender como escolhas diárias impactam o envelhecimento saudável, reforçando a importância de hábitos simples, ativos e naturais.