Categoria Cultura

Mostra de Tiradentes aposta em 13 pré-estreias mundiais e antecipa o cinema brasileiro do ano

A Mostra de Tiradentes chega à 29ª edição com 13 longas em pré-estreia mundial, entrada gratuita e foco no cinema brasileiro independente.

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A Mostra de Tiradentes abre o calendário audiovisual de 2026 com um recado claro: o cinema brasileiro começa o ano olhando para frente. Nesse contexto, entre os dias 23 e 31 de janeiro, a cidade histórica de Tiradentes, em Minas Gerais, recebe a 29ª edição do festival com 13 longas-metragens apresentados em pré-estreia mundial. Além disso, com entrada gratuita, o evento reforça sua vocação como espaço de descoberta, encontro e circulação de novas ideias do audiovisual nacional.

Mostra de Tiradentes como radar criativo do cinema nacional

Ao reunir as mostras competitivas Olhos Livres e Aurora, a Mostra de Tiradentes conecta, de forma direta, trajetórias consolidadas e estreias em longa-metragem dentro de um mesmo diálogo. Nesse sentido, as obras selecionadas conversam com o tema da edição, “Soberania Imaginativa”, e são avaliadas tanto pelo Júri Oficial quanto pelo Júri Jovem. Segundo a coordenadora-geral Raquel Hallack, o festival funciona como um termômetro para os filmes que devem ganhar projeção ao longo do ano, ajudando, assim, a desenhar tendências estéticas e narrativas.

Apoio

Enquanto isso, a mostra Olhos Livres apresenta sete títulos assinados por cineastas experientes, vindos de estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Espírito Santo. Já a mostra Aurora, por sua vez, é dedicada a diretores em seu primeiro longa. Nela, seis produções revelam novos nomes do cinema brasileiro, com obras realizadas em Goiás, Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais, Amazonas e Rio de Janeiro.

Cinema independente ganha espaço

Além das pré-estreias mundiais, a Mostra de Tiradentes exibe 140 filmes brasileiros em pré-estreias nacionais, ampliando, desse modo, o retrato da produção contemporânea. Segundo a coordenação do evento, muitos desses projetos nasceram a partir de recursos próprios ou editais de baixo orçamento. Com isso, o recorte evidencia a vitalidade do cinema independente e sua capacidade de ocupar diferentes linguagens e territórios.

Outro destaque relevante é o Cine-Praça, que transforma o Largo das Forras em sala de cinema ao ar livre. Nessa programação, estão previstos filmes de diretores reconhecidos, como Miguel Falabella e Marcelo Gomes, além de sessões de curtas durante a semana. Assim, o espaço combina exibição e conversa direta com o público, reforçando a dimensão coletiva do festival.

Por fim, ao investir também em 16 atividades formativas gratuitas, entre oficinas, workshops e masterclasses, a Mostra de Tiradentes reafirma sua identidade como espaço de formação e circulação de ideias. O evento se consolida como um festival que ajuda a construir pontes entre gerações, regiões e modos de produção. Assim, Tiradentes segue abrindo o ano com a promessa de um cinema brasileiro atento ao presente e disposto a imaginar futuros possíveis.