Em 2025, Ibrahim Mahama na ArtReview ganhou projeção mundial ao colocar um artista africano no topo Power 100, lista que reúne as figuras mais influentes da arte contemporânea. Publicado pelao portal britânico The Guardian, o ranking passou a refletir uma mudança profunda no cenário cultural global, ao reconhecer práticas artísticas conectadas a educação, território e circulação de conhecimento. Dessa forma, a liderança de Mahama ultrapassa o campo estético e sinaliza uma nova lógica de poder na arte internacional.
Além disso, a ascensão de Mahama chama atenção pelo contexto em que ocorre. Aos 38 anos, ele saltou da 14ª posição em 2024 para o topo da lista, divulgada em 2 de dezembro de 2025. Ao mesmo tempo, museus tradicionais dos Estados Unidos e da Europa enfrentam cortes orçamentários e queda de público, o que tem levado artistas a criar caminhos próprios de produção e difusão cultural.
Ibrahim Mahama na ArtReview e a arte conectada à comunidade
Conhecido internacionalmente por instalações monumentais feitas com sacos de juta usados na exportação de cacau, Mahama utiliza materiais ligados ao trabalho e à herança colonial de Gana. No entanto, Ibrahim Mahama na ArtReview também se destaca ao reinvestir parte de seus ganhos em sua cidade natal, Tamale, no norte do país.
Nesse contexto, surgiram iniciativas como o Savannah Centre for Contemporary Art (SCCA), o Red Clay Studio e o Nkrumah Volini. Esses espaços oferecem residências artísticas, bibliotecas, oficinas e programas educativos. Segundo dados divulgados pelas próprias instituições, o Studio recebe cerca de 2 mil crianças por semana em atividades gratuitas voltadas a robótica e energia solar.
O que Ibrahim Mahama na ArtReview revela sobre o poder da arte hoje
Ao liderar o ranking, Ibrahim Mahama na ArtReview simboliza uma mudança mais ampla no setor cultural. Em 2025, seis artistas figuraram entre os dez primeiros colocados da lista, muitos deles responsáveis por criar suas próprias plataformas institucionais. Por outro lado, galeristas tradicionais perderam espaço, refletindo a busca por modelos mais conectados à sociedade.
Segundo Mark Rappolt, editor-chefe da ArtReview, a escolha de Ibrahim Mahama aponta para artistas que atuam como parte ativa de uma comunidade, e não como criadores isolados. Dessa forma, a presença de nomes da África e do Oriente Médio nas primeiras posições indica uma reorganização geográfica do poder cultural.
Horizontes positivos
Por fim, Ibrahim Mahama na ArtReview apresenta ao Brasil uma narrativa ainda pouco conhecida: a de uma arte que educa, amplia acesso e reposiciona histórias locais no debate global. Mais do que liderar um ranking, Mahama demonstra que novos centros de influência cultural já estão sendo construídos, com impacto direto sobre gerações futuras e sobre a forma como o mundo enxerga a arte contemporânea.
