Categoria Cultura

Grupo Especial do Rio abre disputa com campeãs históricas

Grupo Especial abre o Carnaval na Sapucaí com Portela, Mangueira, Imperatriz e a estreia da Acadêmicos de Niterói em noite decisiva.

Participe do nosso canal no WhatsApp

O Grupo Especial começa neste domingo (15/02) com quatro escolas na Marquês de Sapucaí. Logo na primeira noite, duas das maiores campeãs da história entram na avenida. A ordem definida pela Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) combina tradição e renovação no mesmo roteiro competitivo da elite do carnaval.

A programação do Grupo Especial indica Acadêmicos de Niterói às 21h45. Em seguida, a Imperatriz Leopoldinense desfila entre 23h20 e 23h30. Depois, a Portela entra entre 0h55 e 1h15. Por fim, a Estação Primeira de Mangueira fecha entre 2h30 e 3h. Além disso, os desfiles continua na segunda (16/02) e na terça (17/02), com mais quatro escolas por noite, mantendo o ritmo intenso do desfile na Sapucaí.

Apoio

Grupo Especial reúne campeãs e estreante

Portela, dona de 22 títulos, e Mangueira, com 20 conquistas, entram na avenida já na abertura do Grupo Especial. Dessa forma, o peso histórico da disputa aumenta desde o início da competição. A Imperatriz, com nove campeonatos, completa o bloco de escolas com trajetória consolidada no carnaval carioca e histórico relevante.

Por outro lado, a Acadêmicos de Niterói estreia no Grupo Especial após vencer a Série Ouro. Com isso, garantiu o acesso à elite do samba. Além disso, a novata adiciona um componente estratégico à noite de estreia. Escolas recém-promovidas costumam apostar em identidade visual forte, comissão de frente impactante e enredo direto para convencer os jurados.

Elite do samba aposta em biografias

No Grupo Especial, as quatro agremiações escolheram homenagear personalidades. Entre os enredos estão a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o repertório de Ney Matogrosso. Também aparecem a história de Custódio Joaquim de Almeida, o Príncipe do Bará, e os saberes de Joaquim Borges da Silva, o Mestre Sacaca.

Essa linha temática do Grupo Especial dialoga com memória cultural, identidade afro-brasileira e ancestralidade. Ao mesmo tempo, conecta política nacional e música popular brasileira. Assim, ao optar por biografias, as escolas ampliam a conexão emocional com o público. Além disso, reforçam quesitos como alegorias, harmonia, bateria, samba-enredo e evolução, decisivos na apuração.

Peso da abertura no Grupo Especial

Abrir o Grupo Especial costuma influenciar a percepção inicial dos jurados e da arquibancada. Embora a pontuação dependa de critérios técnicos, a ordem de apresentação interfere no ritmo da noite. Consequentemente, aumenta a comparação direta entre campeãs históricas.

No penúltimo desfile da madrugada, Portela e Mangueira concentram atenções, pois carregam décadas de legado na avenida. Assim, o Grupo Especial transforma a primeira noite em um termômetro competitivo para o restante do calendário.

Ao combinar tradição, estreia e enredos biográficos, o desfile inaugura uma edição que testa estratégia, narrativa e potência visual desde o primeiro minuto. Portanto, o Grupo Especial já impõe padrão elevado e indica que cada décimo contará na corrida pelo título.