O Festival de Cinema de Brasília abriu, nesta sexta-feira (06/03), as inscrições para as mostras competitivas da edição de 2026. O evento, que ocorrerá entre 29 de abril e 3 de maio, no Cine Brasília, na capital federal, reunirá produções nacionais e internacionais e oferecerá sessões gratuitas ao público. Assim, a nova edição amplia o acesso às exibições e aos debates sobre cinema.
Os realizadores interessados podem inscrever longas-metragens concluídos em 2025 ou 2026 até 20 de março, pelo site oficial do festival ou pela plataforma FilmFreeway. A participação é destinada a cineastas que estejam até no terceiro filme da carreira, o que amplia o espaço para novos talentos no audiovisual brasileiro. Além disso, a iniciativa cria uma oportunidade de visibilidade para obras recentes e diretores em início de trajetória.
Festival de Cinema de Brasília amplia espaço para novos diretores
A programação terá duas competições principais. A Mostra Competitiva de Longas-Metragens contará com cinco filmes selecionados pela curadoria, enquanto o Biff Junior apresentará três produções voltadas ao público jovem.
A curadoria do Biff Junior ficará a cargo do ator e influenciador Theo Medon, conhecido entre jovens espectadores. Segundo ele, festivais desempenham papel relevante para ampliar o alcance de novas narrativas no cinema.
“Sempre fui apaixonado por cinema e percebi, ao participar de festivais, o quanto esses encontros são importantes para dar visibilidade a novas histórias”, afirmou.
Além das exibições, o evento também organizará debates e encontros entre profissionais do setor, criando um ambiente de troca entre realizadores, curadores e representantes de festivais. Nesse cenário, a programação também prevê o Encontro dos Festivais, realizado em parceria com o Fórum dos Festivais, voltado à discussão de políticas culturais e cooperação entre eventos do audiovisual.
Cinema negro e acessibilidade ganham espaço na programação
A edição de 2026 contará ainda com parceria com a Mostra Competitiva de Cinema Negro Adelia Sampaio, iniciativa dedicada à valorização de narrativas do cinema negro. Assim, a programação do Festival de Cinema de Brasília amplia o espaço para diferentes perspectivas e histórias no audiovisual brasileiro.
Outra frente do festival envolve ações de acessibilidade, realizadas em parceria com o estúdio AllDub, especializado em tradução e legendagem. De acordo com a CEO da empresa, Ana Motta, o objetivo é ampliar o acesso do público às atividades culturais.
“Contribuir para que essa experiência seja cada vez mais acessível é reafirmar nosso compromisso de que a cultura deve ser vivida por todos”, declarou.
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Produtora Gullane recebe homenagem na edição de 2026
O Festival de Cinema de Brasília também prestará homenagem à produtora Gullane, fundada em 1996 pelos irmãos Caio Gullane e Fabiano Gullane. A empresa reúne 58 longas-metragens e 53 séries para televisão e streaming, com obras reconhecidas no Brasil e no exterior.
Como parte da homenagem, o festival exibirá três produções do catálogo da produtora: “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” (2006), dirigido por Cao Hamburger; “Que Horas Ela Volta?” (2015), de Anna Muylaert; e a animação “Arca de Noé” (2024), dirigida por Sergio Machado e Alois Di Leo.
Em nota, a produtora afirmou que recebe a homenagem como reconhecimento de sua trajetória no audiovisual brasileiro.
“A Gullane se sente honrada com essa homenagem do Biff, especialmente pela história de colaboração e encontros ao longo dos últimos anos”, informou.
Festival de Cinema de Brasília conecta público e indústria audiovisual
Com inscrições abertas, exibições gratuitas e atividades de debate, o Festival de Cinema de Brasília reúne diferentes frentes do setor audiovisual em um mesmo espaço. A edição de 2026 combina exibição de filmes, formação de público e integração entre profissionais, criando oportunidades para novos diretores e ampliando o acesso da sociedade às produções cinematográficas.