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Um estudo sobre Stonehenge voltou a colocar o famoso monumento pré-histórico no centro da ciência moderna. Segundo reportagem do portal Aventuras na História, pesquisadores reuniram novas evidências que indicam que as gigantescas pedras do sítio neolítico chegaram à Planície de Salisbury por ação humana deliberada, há cerca de 5 mil anos, e não por processos naturais.
O estudo sobre Stonehenge aplicou a técnica conhecida como mineral fingerprinting, ou impressão digital mineral. Com esse método, cientistas analisaram grãos microscópicos de minerais como zircão e apatita presentes nos sedimentos de rios próximos ao monumento.
Esses minerais funcionam como verdadeiros arquivos geológicos, pois preservam informações sobre sua origem ao longo de milhões de anos. A partir dessa análise, os pesquisadores conseguiram rastrear a procedência dos sedimentos e compará-los com regiões de onde se sabe que algumas pedras de Stonehenge se originam.
Por que o estudo sobre Stonehenge descarta a ação das geleiras
O estudo sobre Stonehenge também investigou a hipótese de que geleiras teriam transportado os megálitos durante a última Era do Gelo. Caso isso tivesse ocorrido, os sedimentos da Planície de Salisbury exibiriam assinaturas minerais típicas desse tipo de deslocamento.
No entanto, os cientistas não encontraram essas marcas. Os grãos de zircão analisados apresentam idades compatíveis com rochas do sul da Inglaterra, e não com áreas distantes, como as Preseli Hills, no País de Gales. Por isso, os dados tornam altamente improvável a teoria do transporte glacial.
O esforço humano revelado
Com base nessas evidências, o estudo sobre Stonehenge reforça a ideia de que povos neolíticos moveram intencionalmente blocos de várias toneladas por longas distâncias. Pesquisadores sugerem o uso de trenós de madeira, cordas, rolos e até rotas fluviais para viabilizar esse transporte.
Além disso, esse cenário revela um alto nível de organização social, planejamento coletivo e conhecimento técnico. Stonehenge, portanto, representa não apenas um monumento enigmático, mas também um símbolo da capacidade humana de cooperação na pré-história.
Nos parágrafos finais, o estudo sobre Stonehenge amplia a compreensão sobre as sociedades neolíticas e reforça o valor científico do monumento.
