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A consagração internacional de artistas brasileiros costuma vir acompanhada de trajetórias longas e escolhas cuidadosas. Nesse cenário, Caetano e Bethânia apresentam um projeto que nasce do reencontro entre história familiar, palco e repertório construído ao longo de décadas. Assim, o reconhecimento internacional da dupla se consolidou com um álbum ao vivo que privilegia a escuta atenta e a memória musical.
Caetano e Bethânia e o registro ao vivo premiado
O destaque internacional envolvendo Caetano e Bethânia ocorreu na 68ª edição do Grammy, na categoria Melhor Álbum de Música Global, com o disco Caetano e Bethânia Ao Vivo. Nesse contexto, lançado em maio de 2025 pela Sony Music Brasil, o trabalho registra a turnê realizada entre 2024 e 2025, que passou por capitais como Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Fortaleza. De acordo com a Recording Academy, a categoria reconhece produções que dialogam com tradições locais e alcance internacional.
O álbum associado à premiação de Caetano e Bethânia retoma o repertório apresentado originalmente em 1978, porém com novos arranjos e leituras amadurecidas. Além disso, a curadoria inclui composições como “Reconvexo”, “Cajuína”, “O Quereres” e “Alegria, Alegria”, além de uma versão inédita de “Fé”, de Iza. Dessa forma, o projeto articula passado e presente sem recorrer a atalhos estéticos.
Reconhecimento internacional da dupla brasileira
O prêmio recebido por Caetano e Bethânia amplia um histórico já conhecido na premiação. Ao longo do tempo, o artista soma seis indicações e três troféus na carreira, incluindo conquistas anteriores como intérprete e produtor. Por outro lado, Maria Bethânia alcança sua primeira vitória no Grammy, fato que chama atenção por ocorrer após mais de 60 anos de atividade artística, conforme destacam analistas da indústria musical.
Outro aspecto relevante do álbum de Caetano e Bethânia é a homenagem a Gal Costa. No disco, os irmãos reinterpretam “Baby” e “Vaca Profana”, canções que marcaram a trajetória da cantora baiana. Com isso, a escolha reforça o caráter coletivo do projeto e o diálogo entre vozes centrais da música brasileira.
Ao reunir canções próprias e obras de compositores como Gilberto Gil, Raul Seixas, Erasmo e Roberto Carlos, o disco de Caetano e Bethânia funciona como síntese de diferentes fases da canção nacional. Assim, o reconhecimento no Grammy não se explica apenas pelo desempenho técnico, mas também pela capacidade da dupla de apresentar ao público global um repertório que atravessa gerações e permanece atual.
