Categoria Cultura

Shows de Bad Bunny no Brasil exalta América Latina em turnê histórica

Os shows de Bad Bunny no Brasil integram uma turnê histórica marcada pela exaltação da América Latina, com repertório e elementos visuais que reforçam a identidade cultural e o protagonismo da região no cenário musical global.

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Após liderar o Spotify global em 2025 e conquistar o Grammy com o álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, Bad Bunny está no Brasil e inicia nesta sexta-feira (20/02) sua aguardada estreia em São Paulo. A passagem do cantor porto-riquenho começa com dois shows esgotados no Allianz Parque, cada um com cerca de duas horas de duração, consolidando a força comercial e cultural do artista no maior mercado da América do Sul.

O cantor repete o roteiro na capital paulista no sábado (21/02). Todos os ingressos foram vendidos pela Ticketmaster, o que confirma a alta demanda para a primeira passagem do porto-riquenho pelo país.

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Confira abaixo a música DeBÍ TiRAR MáS FOToS:

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Bad Bunny no Brasil tem referência de vários lugares do continente

A estrutura do espetáculo que chega com Bad Bunny no Brasil segue um padrão já observado em México, Chile e República Dominicana. Após o hit “Mónaco”, o telão exibe uma contagem regressiva que anuncia uma faixa exclusiva, não repetida em nenhuma outra cidade. Assim, o recurso reforça a sensação de evento único para o público brasileiro.

Além disso, Bad Bunny no Brasil tem um show que se organiza em três atos bem definidos. Primeiro, o artista conduz o palco principal com ritmos tropicais e referências à salsa. Em seguida, ocupa a “La Casita”, cenário que reproduz uma casa caribenha e reúne os sucessos de reggaeton. Por fim, acelera a reta final com trap, perreo e batidas urbanas intensas. Tradicionalmente, ele posiciona “DTMF” como penúltima música do encerramento.

Espetáculo latino e posicionamento político

O álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” incorpora gêneros como plena, bomba e outras sonoridades porto-riquenhas que ajudam a explicar a identidade apresentada em Bad Bunny no Brasil. Em entrevista ao The New York Times, o cantor afirmou: “todos os ritmos são ritmos porto-riquenhos, como a plena”. A declaração reforça a base cultural que sustenta a turnê e orienta a narrativa do espetáculo.

Em 2026, o artista também ampliou sua visibilidade política, aspecto que atravessa a leitura de Bad Bunny no Brasil. Além disso, no Super Bowl 60, em no dia 08/02, tornou-se o primeiro latino a liderar o show do intervalo. Na ocasião, exibiu bandeiras de países da América Latina e contestou a ideia de que “America” se refere apenas aos Estados Unidos. Crítico das políticas migratórias, declarou “Fora, ICE” ao receber um Grammy e afirmou que evitou incluir datas nos EUA por receio das ações do serviço de imigração.

Conexões brasileiras no repertório

Embora Bad Bunny no Brasil marque sua estreia presencial, referências ao país já aparecem em sua discografia. “Si Veo a Tu Mamá”, de 2020, utiliza sample de “Garota de Ipanema” e ultrapassa 1 bilhão de streams no Spotify. Em “Yo no soy celoso”, pesquisadores Petra Rivera-Rideau e Vanessa Díaz apontam influência direta da bossa nova.

O cantor também citou Ayrton Senna em “Nadie sabe” e afirmou à Vogue e à GQ brasileiras: “Não sei por quê, mas sempre sonhei em ir ao Brasil”. Com isso, ele reforça uma conexão que construiu antes mesmo do primeiro show e agora concretiza com a passagem por São Paulo.

No cenário atual da música global, Bad Bunny no Brasil vai além de uma estreia: confirma a força comercial da música latina, amplia o intercâmbio cultural e coloca à prova o poder de mobilização de artistas que combinam identidade caribenha, discurso político e domínio das plataformas digitais. Agora, o público, que já lotou o estádio antes mesmo do primeiro acorde, mede, na prática, o alcance desse fenômeno.