A Rei Pelé pode virar nome oficial da estação de metrô do Maracanã após aprovação de um projeto de lei nesta terça-feira (10). A proposta passou pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e agora depende de sanção ou veto do governador Cláudio Castro.
O texto, de autoria do deputado Rosenverg Reis (MDB), prevê que a parada passe a se chamar “Rei Pelé-Maracanã”. A medida reacende o debate sobre homenagens em equipamentos públicos e preservação da memória esportiva no entorno do estádio que sediou as finais das Copas de 1950 e 2014.
Rei Pelé e a decisão na Alerj
A proposta aprovada altera apenas o nome da estação de metrô, e não do Estádio Jornalista Mário Filho. Ainda assim, o tema tem histórico recente. Em 2021, o governador Cláudio Castro vetou projeto que rebatizava o estádio com o nome de Edson Arantes do Nascimento.
Na ocasião, Castro justificou que atendia a uma solicitação do então presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT). A votação simbólica ocorreu em 9 de março daquele ano, com registro de voto contrário apenas da bancada do PSOL.
Homenagem ao eterno camisa 10
O debate sobre Rei Pelé ganhou nova dimensão após a morte do tricampeão mundial, em dezembro de 2022, em decorrência de falência de múltiplos órgãos associada a câncer de cólon. Desde então, diferentes iniciativas passaram a discutir formas de eternizar o nome do atleta em espaços públicos.
Em 2023, a prefeitura do Rio oficializou a mudança da via no entorno do estádio para Avenida Rei Pelé. Agora, a possível alteração na estação amplia a presença simbólica do maior artilheiro da Seleção Brasileira na paisagem urbana.
Peso da memória histórica
Enquanto o projeto anterior tramitava, clubes de futebol se posicionaram contra a mudança do nome do estádio. Familiares do jornalista Mário Filho também manifestaram oposição, defendendo a preservação da história esportiva do estado.
Além disso, houve mobilização nas redes sociais pedindo que o governador vetasse a proposta em 2021. O novo projeto, por tratar da estação de metrô e não do estádio, pode gerar reação distinta, embora a decisão final ainda dependa do Palácio Guanabara.
Agora, com o texto aprovado, o nome Rei Pelé volta ao centro do debate institucional no Rio. A definição do governador indicará como o estado equilibra tradição histórica e reconhecimento a um dos maiores ícones do futebol mundial.
