Categoria Cotidiano

FGV revela avanço histórico: 17,4 milhões deixam a pobreza no Brasil em dois anos

Estudo do FGV Social, com base na PNAD Contínua do IBGE, mostra que 17,4 milhões deixaram a pobreza entre 2022 e 2024. A redução da pobreza no Brasil levou 78,18% da população às classes A, B e C, maior nível desde 1976.

Participe do nosso canal no WhatsApp

A redução da pobreza no Brasil entrou para a história recente como um dos movimentos sociais mais relevantes das últimas décadas. Em apenas dois anos, 17,4 milhões de pessoas deixaram as classes D e E e passaram a integrar as classes A, B e C, segundo levantamento do FGV Social. Além disso, o contingente equivale à população inteira do Equador, o que ajuda a dimensionar o impacto humano e econômico dessa transformação.

A redução da pobreza levou o país, em 2024, ao maior nível histórico de participação das classes A, B e C desde 1976. De acordo com o estudo Evolução das Classes Econômicas Brasileiras, do FGV Social, essas classes passaram a representar 78,18% da população. A classe C concentrou 60,97%, enquanto as classes A e B alcançaram 17,21%. Portanto, as classes D e E recuaram aos menores patamares já registrados.

Apoio

Além disso, entre 2022 e 2024, a participação das classes A, B e C cresceu 8,44 pontos percentuais. Esse avanço ocorreu em ritmo 74% mais acelerado do que o observado entre 2003 e 2014. Naquele período, o país também viveu forte ascensão social, o que reforça a excepcionalidade do momento atual.

Redução da pobreza no Brasil impulsionada pela renda do trabalho

Segundo o economista Marcelo Neri, diretor do FGV Social e coordenador do estudo, a redução da pobreza no Brasil teve como principal motor o aumento da renda do trabalho.

Além disso, políticas públicas desempenharam papel decisivo nesse processo. A regra de proteção do Bolsa Família, por exemplo, estimulou a formalização e reduziu o medo da perda imediata do benefício.

Consequentemente, milhões de brasileiros avançaram para a chamada classe média com mais segurança. Beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada responderam por cerca de 13 a 14 pontos percentuais do crescimento. Esse dado evidencia a combinação entre transferência de renda e geração de empregos formais.

Análise baseada em dados oficiais

A situação social relacionada à redução da pobreza no Brasil, analisada pelo FGV Social, utiliza como base primária os microdados da PNAD Contínua, pesquisa oficial do IBGE. O levantamento processa informações de 1976 a 2024. Dessa forma, é possível classificar a população por renda e acompanhar a evolução social ao longo das décadas.

O avanço se consolida como resultado da combinação entre crescimento econômico, queda no desemprego e políticas sociais voltadas à inclusão produtiva. Além disso, o fortalecimento da renda ampliou o acesso ao consumo, à educação e às oportunidades, reduzindo vulnerabilidades históricas.

Por fim, a redução da pobreza no Brasil registrada entre 2022 e 2024 representa uma transformação concreta na vida de milhões de brasileiros. O avanço é sustentado por dados oficiais e analisado por uma das instituições mais respeitadas do país.