Preço do café cai pelo sétimo mês e alivia consumidor

O preço do café caiu pelo sétimo mês consecutivo em janeiro de 2026, com retração de 2,48%, indicando ajuste no varejo após pico inflacionário e sinalizando maior estabilidade para o consumidor nos próximos meses.
preço do café em queda com grãos sobre saco Café do Brasil
Saca de Café do Brasil com grãos nas mãos do produtor ilustra a nova redução no preço do café em janeiro de 2026. (Foto: Café do Brasil)

Após meses de pressão no varejo alimentar, o consumidor começa a perceber um alívio contínuo nas prateleiras: em janeiro, o preço do café caiu 2,48% e completou sete meses seguidos de retração, indicando ajuste gradual após a forte alta registrada no primeiro semestre de 2025.

O levantamento da Associação Paulista de Supermercados (Apas), em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostra que a queda de janeiro foi a segunda mais intensa desde julho do ano passado. Naquele mês, os valores haviam recuado 3,03%, dando início à sequência atual. Assim, o resultado recente não é isolado, mas parte de um ciclo contínuo de redução. Além do dado imediato, há um efeito prático que merece atenção.

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Na sequência, entre agosto e dezembro de 2025, o preço do café apresentou variações negativas entre 0,07% e 1,37%, mantendo o ritmo de desaceleração ao longo do semestre. Em agosto, o recuo foi de 0,84%. Já em setembro, a queda foi de 0,07%, seguida por outubro (-1,37%), novembro (-0,56%) e dezembro (-1,37%). Dessa forma, a nova redução registrada em janeiro reforça a consolidação do ciclo de ajuste no preço do café no varejo.

Preço do café reflete melhora na oferta

Segundo análise da Apas, o preço do café entrou em fase de acomodação após o pico observado no primeiro semestre de 2025. A entidade atribui o cenário à melhora nas condições de oferta do produto, fator que contribui para estabilidade mais duradoura no varejo alimentar.

Para o economista-chefe da Apas, Felipe Queiroz, a tendência é de continuidade desse comportamento nos próximos meses, ainda que sem perspectiva de retorno imediato aos níveis historicamente mais baixos. Para o leitor, o detalhe técnico altera a forma de acompanhar o mercado: a oferta passa a ser variável central.

O especialista ressalta que fatores climáticos seguem como elemento de atenção e podem influenciar o ritmo dessa trajetória ao longo do ano.

O que muda para o consumidor

O café integra o consumo diário da maior parte dos lares brasileiros. Por isso, a sequência de quedas no preço do café representa impacto direto na cesta básica e no planejamento doméstico.

Embora os valores ainda não tenham retornado aos patamares anteriores à alta de 2025, o ciclo atual sinaliza reorganização do mercado e maior previsibilidade para o consumidor.

No cenário mais amplo, a trajetória do preço do café sugere que o varejo alimentar entra em etapa de estabilização após meses de pressão. Se a oferta permanecer equilibrada, o ajuste pode consolidar um ambiente de preços mais favorável ao longo de 2026.

Foto de Caroll Medeiros

Caroll Medeiros

Caroll Medeiros é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com experiência em produção editorial e atuação em projetos de comunicação institucional e social. Integra a equipe do Boa Notícia Brasil, contribuindo com reportagens e conteúdos informativos pautados por critérios de checagem, ética profissional e compromisso com temas de interesse público e impacto social.