A entrada de mulheres no Exército Brasileiro ganhou forma prática com o início da Seleção Complementar do Alistamento Militar Inicial. Pela primeira vez, jovens disputam vagas com critérios iguais, o que amplia caminhos profissionais e, ao mesmo tempo, aproxima a carreira militar de novos perfis em diferentes regiões do país.
Mulheres no Exército e o acesso ao alistamento
O processo seletivo destinado às mulheres no Exército segue o mesmo modelo aplicado aos homens. Dessa forma, as candidatas realizam revisão médica e odontológica, além de exames, avaliações de habilidades específicas e entrevista individual. Segundo o Ministério da Defesa, a iniciativa decorre de uma diretriz anunciada em 2025, voltada à ampliação do acesso feminino às Forças Armadas.
Ao todo, o programa oferece inicialmente 1.467 vagas para mulheres no Exército, na Marinha e na Força Aérea. Nesse recorte, o Exército concentra 1.010 oportunidades, espalhadas por unidades militares em 51 municípios de 13 estados, além do Distrito Federal.
Seleção militar feminina em diferentes regiões
A participação de mulheres no Exército e nas demais Forças já aparece nos números recentes do alistamento. Em 2025, mais de 34 mil jovens participaram do processo em todo o Brasil. Em Brasília, por exemplo, mais de 900 mulheres seguiram para a fase complementar, realizada no Setor Militar Urbano.
Além da distribuição territorial, cada Força adota um cronograma próprio para a seleção das mulheres no Exército e das demais candidatas. Ainda assim, o prazo nacional segue até 20 de fevereiro, o que permite organizar as etapas de forma gradual e acompanhar as participantes ao longo do período.
Estrutura de acolhimento
De acordo com a Defesa, a inclusão de mulheres no Exército ocorre junto a normativas específicas, canais de ouvidoria e ações voltadas ao enfrentamento do assédio moral e sexual. Com isso, a proposta busca garantir um ambiente institucional seguro desde o início da formação militar.
Nesse cenário, mulheres no Exército passam a integrar um processo estruturado, com regras claras e suporte institucional. A expectativa do ministério é que a experiência contribua para ampliar a diversidade e fortalecer a base profissional das Forças Armadas nos próximos ciclos.
