Aos 18 anos, Vitória Miranda encerrou a temporada 2025 com um reconhecimento inédito para o esporte brasileiro. A mineira de Belo Horizonte foi eleita a melhor tenista jovem do tênis em cadeira de rodas pela Federação Internacional de Tênis (International Tennis Federation – ITF). O prêmio marca a primeira vez que uma atleta do Brasil recebe o troféu Júnior do Ano da entidade, criada em 2020.
Vitória Miranda domina o circuito juvenil internacional
Ao longo do ano, a melhor tenista jovem construiu um domínio raro nas categorias juvenis. Foram dez títulos de simples e oito de duplas, com destaque para as conquistas no Aberto da Austrália e em Roland Garros. Assim, em ambos os Grand Slams, Vitória levantou dois troféus, em simples e duplas, evidenciando regularidade técnica e maturidade competitiva. Além disso, no Parapan de Jovens de Santiago, no Chile, garantiu duas medalhas de ouro, em simples e nas duplas mistas.
Melhor tenista jovem acelera transição para o circuito adulto
Enquanto mantinha protagonismo entre as juvenis, a melhor tenista jovem avançou de forma consistente no circuito adulto. A brasileira venceu torneios ITF Future Series em São Paulo, Uberlândia, Caldas Novas e Barranquilla. Como consequência direta desse desempenho, entrou para o top 20 do ranking mundial feminino adulto, feito pouco comum para atletas ainda em seu último ano como júnior. Essa combinação de resultados ampliou o peso esportivo do título de melhor tenista jovem concedido pela ITF.
Reconhecimento da ITF vai além das conquistas em quadra
A escolha da ITF considerou também a atuação de Vitória fora das competições. Segundo a federação, a melhor tenista jovem participa de palestras em escolas e eventos comunitários, onde compartilha sua trajetória no tênis em cadeira de rodas. Além disso, nessas ações, aborda temas ligados à acessibilidade, ao esporte como ferramenta de desenvolvimento e ao fortalecimento da autoestima de pessoas com deficiência.
Ao receber o prêmio da ITF, Vitória afirmou que o reconhecimento simboliza o encerramento de uma etapa e o início de outra. Eleita a melhor tenista jovem do mundo, ela chega ao circuito adulto integrada a uma geração que amplia o espaço do Brasil no tênis adaptado internacional, unindo desempenho esportivo, formação pessoal e impacto social positivo.
