Categoria Cotidiano

História da Groenlândia explica disputas e por que Trump quer a ilha

A história da Groenlândia reúne povos inuítes, colonização dinamarquesa e acordos internacionais. Entender esse percurso ajuda a explicar sua autonomia atual, o interesse estrangeiro e os debates sobre o futuro político e econômico da ilha.

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A história da Groenlândia ajuda a compreender por que a maior ilha do mundo ocupa hoje um lugar sensível nas relações internacionais, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retomou a ideia de assumir o controle da ilha por razões de segurança nacional. Mais do que um território gelado, a trajetória da Groenlândia revela uma sociedade que construiu sua identidade ao longo de séculos, conciliando tradição local, autonomia política e interesses externos.

Raízes antigas e presença europeia

Muito antes da chegada de europeus, povos inuítes já viviam na Groenlândia havia milhares de anos, adaptando-se ao clima rigoroso com conhecimento profundo do ambiente ártico. Esse período inicial da formação histórica da Groenlândia moldou práticas culturais e sociais que permanecem até hoje.

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Por volta do ano 985, colonos vikings liderados por Erik, o Vermelho, estabeleceram assentamentos no sul da ilha. Com o passar dos séculos, essas comunidades desapareceram, enquanto a cultura inuíte permaneceu dominante. Já em 1721, a Dinamarca iniciou a colonização formal, abrindo um longo ciclo administrativo que passou a influenciar diretamente o passado da Groenlândia.

História da Groenlândia no século 20 e o avanço do autogoverno

Em 1953, a Groenlândia deixou de ser considerada colônia e passou a integrar oficialmente o Reino da Dinamarca. Esse capítulo da história da Groenlândia marcou uma mudança institucional relevante. Décadas depois, em 2009, o território conquistou amplo autogoverno, assumindo áreas como educação, saúde e gestão de recursos naturais.

Apesar disso, defesa e política externa seguem sob responsabilidade dinamarquesa. Atualmente, a ilha tem 57 mil habitantes e enfrenta desafios ligados à infraestrutura, à distância entre comunidades e ao custo elevado de serviços básicos.

Economia, acordos e debates atuais

A pesca responde por mais de 90% das exportações da Groenlândia, enquanto subsídios da Dinamarca financiam aproximadamente metade do orçamento público, sustentando escolas, hospitais e infraestrutura. Dentro desse contexto econômico, a história da Groenlândia também se cruza com acordos internacionais, como o firmado em 1951, que autoriza a presença militar dos Estados Unidos na Base Aérea de Pituffik, sob garantias da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Pesquisas indicam apoio popular à independência em princípio, embora muitos moradores defendam cautela. Especialistas avaliam que uma eventual separação exigiria novas parcerias internacionais e diversificação econômica além da pesca. Assim, entre as alternativas debatidas está um modelo de associação semelhante ao Compacto de Livre Associação, adotado por ilhas do Pacífico. Dessa forma, a história da Groenlândia segue sendo construída a partir do equilíbrio entre passado, autonomia institucional e escolhas para as próximas décadas.