A física construiu avião aos 14 anos e, anos depois, teve um estudo citado por Stephen Hawking. Além disso, a jovem cientista combina precocidade técnica e densidade teórica. Nascida em Chicago, em 1993, Sabrina González Pasterski lidera hoje a Iniciativa de Holografia Celestial no Instituto Perimeter, no Canadá. Lá, portanto, a pesquisadora norte-americana coordena estudos que perguntam se o Universo pode ser descrito por uma teoria bidimensional.
Antes de alcançar a fronteira da gravidade quântica, a física construiu avião aos 14 anos já chamava atenção. Entre os 12 e 14 anos, montou sua própria aeronave. Em seguida, aos 16, pilotou o avião que ela mesma projetou. A façanha ganhou espaço na imprensa americana. No entanto, o percurso acadêmico exigiu persistência. Primeiro, a jovem cientista teve a candidatura a Harvard rejeitada. Depois, ficou na lista de espera do MIT.
Física construiu avião aos 14 anos e a virada acadêmica
Após a negativa inicial, a física construiu avião aos 14 anos ingressou no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Ali, formou-se em Física com média máxima. Em seguida, iniciou o doutorado em Harvard, sob orientação de Andrew Strominger. O pesquisador, por sua vez, é referência em teoria quântica de campos e em estudos sobre espaço-tempo.
Nesse período, a pesquisadora norte-americana participou de investigações sobre o chamado spin memory effect e o “triângulo infravermelho”. Esses trabalhos, por consequência, se relacionam às ondas gravitacionais e ao eletromagnetismo quântico. Segundo o professor Francisco Rojas, da Universidade Adolfo Ibáñez, o estudo citado por Hawking foi destacado como relevante para o futuro da física.
Universo holográfico e princípio holográfico
O debate que envolve a física construiu avião aos 14 anos parte de um impasse histórico. De um lado, está a relatividade geral. De outro, a mecânica quântica. Embora ambas sejam fundamentais, ainda não são compatíveis. Nos anos 1970, porém, Stephen Hawking e Jacob Bekenstein deram um passo decisivo ao demonstrar que a entropia de um buraco negro é proporcional à sua área, e não ao volume.
Como resultado, abriu-se caminho para o chamado princípio holográfico. Mais tarde, Leonard Susskind sugeriu que o Universo poderia funcionar como um holograma. Nesse modelo, as informações estariam codificadas em uma superfície bidimensional. É justamente nesse cenário que a física construiu avião aos 14 anos passou a atuar. Desde então, essa física teórica busca uma formulação matematicamente consistente para a holografia celestial.
Busca por leis condensadas
Atualmente, a física construiu avião aos 14 anos lidera um grupo que tenta unificar gravidade e física quântica. Para isso, aposta em descrições mais simples e condensadas das leis fundamentais. “Acredito que podemos descrevê-lo como um holograma”, afirmou a pesquisadora norte-americana em entrevista.
Ao mesmo tempo, a física construiu avião aos 14 anos rejeita rótulos como “nova Einstein”. Para ela, a ciência avança por colaboração e continuidade histórica. Além disso, defende a construção coletiva do conhecimento. Nesse contexto, a trajetória da jovem cientista revela como curiosidade precoce e rigor matemático podem convergir, gradualmente, na busca por respostas sobre a estrutura do Universo.
