A presença de um evento extraterrestre no Brasil entrou para a história geológica do país após a identificação de vidros naturais formados por impacto. Inicialmente, pesquisadores localizaram esses fragmentos no norte de Minas Gerais. Com isso, os dados indicam que uma colisão vinda do espaço deixou registros duradouros no território brasileiro. Além disso, o achado reforça o valor científico de regiões pouco exploradas sob essa perspectiva.
Extraterrestre no Brasil e os vidros naturais
Os fragmentos, conhecidos como tectitos, surgem quando o calor extremo de um impacto funde rochas terrestres, que depois se solidificam ainda no ar. No caso do extraterrestre no Brasil, equipes de pesquisa localizaram mais de 600 peças distribuídas entre Minas Gerais, Bahia e Piauí. Segundo o geólogo Álvaro Penteado Crósta, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a área de dispersão chega a cerca de 900 quilômetros. Esse padrão, por sua vez, se assemelha ao observado em outros campos já estudados em diferentes partes do mundo.
Os vidros naturais brasileiros apresentam coloração preta e aspecto opaco. Entretanto, quando recebem luz direta, passam a exibir um tom verde-acinzentado. Esse detalhe, portanto, ajuda a diferenciá-los de exemplares europeus conhecidos desde a Idade Média. Dessa maneira, o material coletado permite comparações diretas com outros campos internacionais já analisados.
Vestígios de impacto espacial em território brasileiro
Análises com isótopos de argônio indicam que o impacto ligado ao extraterrestre no Brasil ocorreu há cerca de 6,3 milhões de anos. De acordo com Crósta, essa idade deve ser interpretada como um limite máximo, já que parte do material pode ter origem em rochas mais antigas. Ainda assim, os dados oferecem uma base sólida para posicionar o evento dentro do tempo geológico.
Além disso, a pesquisa reuniu cientistas de instituições brasileiras, da Europa, do Oriente Médio e da Austrália. Os resultados, publicados em dezembro na revista Geology, ampliam a circulação internacional da ciência produzida no país e fortalecem a cooperação entre grupos de pesquisa.
Extraterrestre no Brasil e os próximos estudos
Apesar dos avanços, os pesquisadores da Unicamp ainda não localizaram a cratera associada ao impacto. Especialistas avaliam que ela pode estar no cráton do São Francisco, uma das formações geológicas mais antigas da América do Sul. Por isso, investigações futuras devem combinar imagens de satélite, análises de solo e novos levantamentos de campo.
Com isso, o registro de um extraterrestre no Brasil passa a integrar o mapa global de grandes impactos conhecidos. Além de ampliar o conhecimento científico, a descoberta reforça o papel do país na compreensão da história profunda da Terra e sustenta novas linhas de pesquisa para os próximos anos.
