O desmatamento na Amazônia recua 11,08% em 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12/02) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ao todo, foram 5.796 km² suprimidos, o menor patamar em 11 anos e a terceira menor taxa desde 1988.
Além disso, o desmatamento na Amazônia recua pelo quarto ano consecutivo, após um ciclo de oito anos seguidos de alta. Em comparação com 2022, a área desmatada caiu 50%, conforme o sistema Prodes, que consolida os dados anuais do bioma.
Desmatamento na Amazônia recua e altera a curva histórica
A nova taxa reforça a reversão iniciada em 2023. Com isso, o desmatamento na Amazônia recua dentro de uma trajetória descendente identificada pelo monitoramento por satélite do Inpe, que aponta mudança no cenário observado no fim da década passada. Como o Prodes mede o corte raso consolidado, ele serve de referência oficial para políticas públicas e compromissos internacionais.
Por outro lado, o sistema Deter, que emite alertas quase em tempo real, registrou queda de 35,4% na área degradada entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, na comparação com o período anterior. Segundo dados apresentados pelo governo federal, esse desempenho indica que o desmatamento na Amazônia recua também nos alertas mais recentes, embora a consolidação dependa do fechamento anual.
Fiscalização reforça cenário
O balanço oficial também detalhou o avanço das operações de fiscalização. O número de ações foi 148% superior ao período anterior, enquanto os registros de crimes ambientais passaram de 932 para 1.754 ocorrências. Ao mesmo tempo, as apreensões de minérios cresceram mais de 170% e as de madeira ilegal, 65%.
No eixo federativo, o programa União com Municípios superou R$ 800 milhões em investimentos e obteve adesão de 70 dos 81 municípios prioritários. Nessas localidades, o recuo acumulado entre 2022 e 2025 foi de 65,5%, desempenho 31% superior ao índice médio da Amazônia, conforme dados oficiais. Assim, o desmatamento na Amazônia recua com maior intensidade nas áreas consideradas prioritárias.
Contraste com outros biomas
Embora o foco esteja na floresta amazônica, o monitoramento indica dinâmicas distintas em outros biomas. No Cerrado, houve recuo de 5,9% no período recente. Já o Pantanal registrou alta de 45,5% frente a 2024/2025, apesar de queda de 65,2% em relação ao ciclo anterior.
Esse contraste sugere redistribuição da pressão ambiental dentro do território nacional. Ainda assim, o cenário atual confirma que o desmatamento na Amazônia recua em ritmo consistente, apoiado por monitoramento por satélite, integração institucional e intensificação da fiscalização. Se a tendência se mantiver, o país poderá consolidar nova referência histórica na redução anual registrada pelo Prodes.
