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No último domingo (08/02), o avanço das cirurgias robóticas no tratamento do câncer passou a impactar diretamente a rotina de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). No Hospital Haroldo Juaçaba, no Ceará, a equipe já realizou mais de uma centena de procedimentos robóticos. Dessa forma, a instituição passou a combinar tecnologia avançada e atendimento público em uma região que, até então, não dispunha desse tipo de cirurgia.
Cirurgias robóticas e acesso pelo SUS
Do total de 102 cirurgias robóticas, 53% atenderam pacientes do SUS, enquanto 47% foram destinadas à rede particular. Em sua maioria, os pacientes são homens, sobretudo em intervenções urológicas. Ainda assim, as cirurgias robóticas também contemplam casos ginecológicos, torácicos e abdominais. Segundo a Rede ICC Saúde, a oferta desses procedimentos pelo sistema público foi inédita no Norte e Nordeste até outubro de 2024. Com isso, a oncologia regional passou a contar com alternativas terapêuticas mais avançadas.
A equipe médica realiza as cirurgias robóticas com apoio da plataforma Da Vinci X. O sistema amplia o controle dos movimentos e melhora a visualização do campo operatório. Além disso, viabiliza cirurgias menos invasivas. De acordo com os profissionais envolvidos, essa tecnologia contribui para recuperação mais rápida, menor tempo de internação e maior previsibilidade durante os procedimentos.
Tecnologia robótica no cuidado oncológico
Além do atendimento assistencial, a adoção das cirurgias robóticas também sustenta pesquisas clínicas. Estudos conduzidos com apoio do Programa de Apoio à Atenção à Saúde Oncológica (Pronon), do Ministério da Saúde, analisam dados de pacientes submetidos à prostatectomia radical por cirurgia assistida por robô. Nesses projetos, os pesquisadores avaliam segurança, eficácia, custo-efetividade e impacto assistencial, sempre com divulgação vinculada às equipes responsáveis.
Esse conjunto de dados colaborou para decisões regulatórias recentes. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou que, a partir de abril de 2026, a cirurgia robótica em urologia passará a integrar a cobertura obrigatória dos planos de saúde, conforme comunicado oficial do órgão.
“Esse marco traduz exatamente o nosso modelo de cuidar ao unir ciência, tecnologia e pessoas de forma integrada, coordenada e centrada no paciente. Aqui, inovação não é um fim em si mesma. Ela existe para gerar acesso, melhorar desfechos e transformar realidades”, reforça Dr. Reginaldo Costa, médico cirurgião e diretor técnico do Hospital Haroldo Juaçaba.
Cuidado integrado
Os resultados obtidos com as cirurgias robóticas refletem a atuação de equipes multidisciplinares. Cirurgiões, anestesiologistas, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos acompanham o paciente de forma integrada ao longo de todo o tratamento. Para o médico cirurgião, Dr. Reginaldo Costa, a tecnologia só cumpre seu papel quando amplia o acesso e qualifica o cuidado. Com mais de 80 anos de atuação, a Rede ICC Saúde mantém investimentos contínuos em capacitação e inovação, o que indica a continuidade das cirurgias robóticas no atendimento oncológico.
