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Em regiões marcadas por conflitos antigos, a segurança ainda depende de soluções criativas. Nesse contexto, animais treinados para segurança passaram a integrar operações humanitárias voltadas à remoção de minas terrestres, um problema que segue ativo em vários países e afeta diretamente a população civil.
Animais treinados para segurança em áreas pós-guerra
Todos os anos, milhares de pessoas sofrem ferimentos graves ao entrar em contato com explosivos enterrados no solo. Para lidar com esse risco persistente, a ONG APOPO desenvolveu um método que utiliza animais treinados para segurança, em especial ratos-gigantes-africanos conhecidos como HeroRATs. Esses animais usados em segurança conseguem identificar o cheiro de explosivos com rapidez, sem tocar diretamente nos artefatos.
Segundo a treinadora Cynthia Fast, da APOPO, um desses animais treinados para segurança consegue vasculhar uma área do tamanho de uma quadra de tênis em cerca de 20 minutos. Em comparação, equipes humanas com detectores de metal podem levar até quatro dias para concluir a mesma tarefa, o que reforça a eficiência do uso de animais preparados para detecção de riscos.
Uso de animais treinados na detecção de explosivos
Os ratos utilizados no projeto pertencem à espécie Cricetomys gambianus, comum em partes da África. Esses animais preparados para detecção de riscos têm porte semelhante ao de um gato pequeno e apresentam grande capacidade de aprendizado. Além disso, o peso reduzido permite que os animais treinados para segurança caminhem sobre minas sensíveis à pressão sem acioná-las, ampliando a proteção durante as operações.
O treinamento ocorre por meio de associação positiva. Sempre que identificam a presença de explosivos, recebem recompensas alimentares. Dessa forma, esses animais usados em segurança mantêm foco, precisão e bem-estar ao longo das atividades de campo.
Impacto social
Atualmente, os HeroRATs, que integram programas de animais treinados para segurança, atuam em países como Angola, Azerbaijão e Camboja. Em operações anteriores, esses animais preparados para detecção de riscos também trabalharam em Moçambique. Até agora, o projeto já liberou cerca de 120 milhões de metros quadrados de áreas antes consideradas perigosas, segundo dados da própria organização.
Esses espaços voltam a ser usados para moradia, agricultura e circulação segura. Assim, os animais treinados para segurança contribuem diretamente para a reconstrução da vida cotidiana em comunidades que conviveram por décadas com o risco invisível das minas terrestres.
