Categoria Cotidiano

A ciência revela por que tantos animais brilham quando a luz apaga

Fenômeno pouco conhecido, a fotoluminescência explica por que animais que brilham no escuro reagem à luz ultravioleta. Escorpiões, mamíferos e anfíbios revelam estratégias de camuflagem, comunicação e adaptação invisíveis aos humanos. Hoje. Saiba.!!

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Imagine atravessar uma trilha à noite e, ao acender uma lanterna ultravioleta, perceber animais que brilham no escuro em tons de azul, rosa e verde. Embora pareça ficção, o fenômeno é real e ganhou destaque em reportagens do portal Xataka, que reuniram estudos recentes sobre a fotoluminescência na natureza. Além disso, essa reação ocorre quando tecidos vivos absorvem luz UV e a reemitem em cores visíveis aos humanos.

Os animais que brilham no escuro não produzem luz própria, como ocorre com vaga-lumes. Em vez disso, a fotoluminescência acontece quando pele, pelagem ou exoesqueleto reagem à radiação ultravioleta. Por isso, cores neon surgem apenas sob certas condições de iluminação, revelando um “mundo oculto” aos nossos olhos.

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Além disso, pesquisas publicadas entre 2023 e 2025 indicam que o fenômeno é mais comum do que se imaginava. Cerca de 95% dos mamíferos testados, incluindo ornitorrincos e gambás, apresentam algum grau de brilho sob luz UV. Enquanto isso, 92% dos anfíbios e 90% das cobras analisadas também refletem ou emitem cores vibrantes.

O caso dos escorpiões

Entre os animais que brilham no escuro, os escorpiões são os mais conhecidos. Eles possuem uma camada hialina extremamente fina em seu exoesqueleto, responsável pelo tom azul-esverdeado quando expostos à luz ultravioleta. Assim, cientistas levantam hipóteses de que esse brilho funcione como sensor ambiental.

Além disso, o efeito pode facilitar o reconhecimento entre indivíduos da mesma espécie durante a noite. Em alguns cenários, a coloração intensa também pode desorientar presas menores, aumentando a eficiência da caça.

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Animais que brilham no escuro e adaptação evolutiva

Os animais que brilham no escuro utilizam esse recurso de formas variadas. Em ambientes florestais, cobras arborícolas podem se camuflar, já que folhas também refletem luz UV. Por outro lado, em certos casos, o brilho atua como alerta visual para predadores, indicando toxicidade ou perigo.

No ambiente marinho, além disso, peixes, tubarões e tartarugas exploram a luz azul predominante no oceano para comunicação visual entre pares, criando um “canal secreto” invisível aos humanos.