Com a divulgação da lista anual da Forbes Brasil na sexta-feira (27/02), o país passa a observar com mais clareza onde estão concentradas as decisões estratégicas em 2026. Nesse contexto, as mulheres mais poderosas do Brasil ocupam cargos que influenciam crédito, tecnologia, produção agrícola, mídia e ciência, ampliando a presença feminina em centros reais de decisão econômica. Ao todo, a seleção reúne 16 lideranças que atuam do mercado financeiro ao agronegócio, da biotecnologia ao entretenimento.
O dado central, portanto, não está apenas na visibilidade, mas sobretudo na posição estratégica dessas executivas e pesquisadoras. Assim, elas comandam multinacionais, cooperativas, bancos de investimento, empresas de tecnologia e projetos científicos com aplicação prática. Além do reconhecimento individual, há também um efeito institucional relevante que merece atenção.
Mulheres mais poderosas do Brasil nas grandes corporações
Entre os nomes estão a presidência da Microsoft Brasil, a direção do Goldman Sachs Brasil, liderança no Grupo Globo, a vice-presidência de impacto no iFood e a presidência da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Em outras palavras, são cadeiras que influenciam investimentos, crédito, comunicação e cadeias produtivas inteiras.
Na prática, isso significa participação direta em decisões sobre inovação, financiamento, expansão empresarial e estratégias de sustentabilidade. Assim, esse detalhe amplia a compreensão sobre como o poder econômico está distribuído atualmente.
Ciência e inovação ganham destaque na lista
Além do ambiente corporativo, a lista das mulheres mais poderosas do Brasil também evidencia a força feminina na pesquisa. Assim, a presença de pesquisadoras como Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), criadora da polilaminina, e Livia Eberlin, professora no Baylor College of Medicine, reforça como essas lideranças ampliam a atuação feminina na produção científica e no desenvolvimento de inovação aplicada.
Esse reconhecimento, por sua vez, sinaliza que inovação em saúde, biotecnologia e pesquisa aplicada passa a ter mulheres à frente de projetos com alcance internacional. Consequentemente, além do impacto acadêmico, há potencial de transformação em áreas como tratamento médico e tecnologia biomolecular.
Do campo ao design: cadeia produtiva sob liderança feminina
No agronegócio, por exemplo, há liderança na Boa Safra Sementes e no cooperativismo nacional. Ao mesmo tempo, empreendedoras e investidoras-anjo atuam na criação de empresas, no design estratégico e no desenvolvimento de marcas consolidadas.
Dessa forma, a diversidade setorial mostra que as mulheres mais poderosas do Brasil estão distribuídas por toda a engrenagem produtiva: da produção de insumos ao mercado financeiro, passando pela indústria criativa, tecnologia e alimentação.
O que a lista sinaliza para o futuro
Ao destacar as mulheres mais poderosas do Brasil, a edição da Forbes de 2026 aponta para uma reorganização gradual do poder decisório no país. O reconhecimento não se limita à influência pública; ao contrário, alcança posições que moldam políticas corporativas, estratégias de investimento e inovação científica.
Se a tendência se consolidar, a presença feminina em cargos de comando poderá ampliar a pluralidade nas decisões econômicas e, ao mesmo tempo, fortalecer ambientes institucionais mais diversos — um cenário que tende a beneficiar empresas, mercados e a própria sociedade.
Mulheres mais poderosas do Brasil:
- Ana Helena Ulbrich, cofundadora da NoHarm
- Angélica, apresentadora, empresária e atriz
- Camila Colpo Koch, presidente do conselho da Boa Safra Sementes
- Carla Bolla, restauratrice do La Tambouille
- Cristina Estrada, managing director e co-head de Investment Banking do Goldman Sachs Brasil
- Juliana dos Santos, artista plástica e arte-educadora
- Livia Eberlin, professora do Baylor College of Medicine
- Luana Ozemela, vice-presidente de impacto e sustentabilidade do iFood
- Manzar Feres, diretora-geral de negócios do Grupo Globo
- Monique Evelle, investidora-anjo, estrategista e empresária
- Priscyla Laham, presidente da Microsoft Brasil
- Sissi Freeman, diretora de marketing e vendas da Granado
- Stella Theodorakis, diretora-executiva da Athié Wohnrath
- Tania Zanella, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras
- Tatiana Sampaio, bióloga da UFRJ, criadora da polilaminina
- Ticiana Villas Boas, cofundadora e sócia da 55Design

