Categoria Bem Estar

Silêncio na vida moderna vira aliado do bem-estar: por que prática se tornou luxo da “era do barulho”

O silêncio na vida moderna passou a ser visto como apoio à saúde e ao convívio social. Em meio ao excesso de ruído urbano, práticas simples, iniciativas comunitárias e soluções nas cidades ajudam pessoas a encontrar pausas sonoras no cotidiano.

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A rotina nas grandes cidades tornou o silêncio na vida moderna um recurso cada vez mais valorizado. Diante desse cenário, entre trânsito constante, aparelhos eletrônicos e notificações contínuas, muitas pessoas passaram a buscar pausas sonoras. O objetivo é cuidar da saúde mental e do bem-estar diário. Nesse contexto, especialistas apontam que a valorização do ambiente silencioso surge da necessidade de equilíbrio frente à sobrecarga de estímulos.

O impacto do ruído na saúde cotidiana

Segundo a psicóloga Olga Lehmann, que pesquisa o tema na Noruega, a exposição frequente a sons elevados afeta diretamente a qualidade do silêncio na vida moderna. Em especial, ruídos acima de 85 decibéis, comuns em restaurantes ou vias movimentadas, estão associados a estresse. Além disso, esses sons se relacionam a alterações do sono e ao aumento da pressão arterial. Por essa razão, ela defende pequenas pausas de quietude no cotidiano. Essas pausas ajudam no autocontrole emocional e reduzem a impulsividade.

Apoio

Além disso, a Organização Mundial da Saúde classifica a poluição sonora como um dos principais fatores ambientais ligados a problemas de saúde. Ela aparece atrás apenas da poluição do ar. Considerando que mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas, o desafio de preservar o silêncio na vida moderna se tornou coletivo. Portanto, exige soluções acessíveis.

Práticas simples para o silêncio na vida moderna e novas formas de convivência

Em resposta a esse cenário, surgem hábitos que não exigem isolamento. Essas práticas ajudam a recuperar o silêncio na vida moderna. Caminhadas sem fones, leitura compartilhada em grupo e momentos breves sem tecnologia são exemplos. Assim, a pausa sonora também pode fortalecer vínculos. Nesse sentido, a cofundadora do Clube do Livro Silencioso, Guinevere de la Mare, explica que a proposta permite interação sem pressão. Esse formato ganhou valor após a pandemia.

Essas experiências, por sua vez, mostram que o ambiente silencioso não significa solidão. Ao contrário, quando bem conduzido, o silêncio cria espaços acolhedores. Neles, cada pessoa compartilha o convívio respeitando o ritmo do outro.

Cidades mais atentas à paisagem sonora

No campo do planejamento urbano, há sinais de avanço ligados ao silêncio na vida moderna. O arquiteto Francesco Aletta, da University College London, afirma que o tráfego segue como principal fonte de ruído. Por isso, soluções como veículos elétricos em áreas residenciais ganham espaço. O mesmo ocorre com o uso de asfalto mais silencioso e barreiras verdes. Fileiras de árvores, por exemplo, podem reduzir o som em até 12 decibéis. Dessa forma, favorecem uma quietude urbana mais constante.

No fim, a valorização do silêncio na vida moderna aponta para um futuro possível. Gradualmente, tecnologia, natureza e convivência caminham juntas. Assim, os espaços urbanos passam a oferecer mais qualidade de vida.