Categoria Bem Estar

Cuidar dos netos pode proteger o cérebro e reduzir o declínio cognitivo na velhice

Estudo mostra que cuidar dos netos protege o cérebro e pode reduzir o declínio cognitivo em idosos. A convivência fortalece memória, fluência verbal e integração social, beneficiando especialmente as avós ao longo do envelhecimento.

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Cuidar dos netos costuma ser sinônimo de afeto, convivência e troca de experiências. Entretanto, segundo reportagem do portal O Globo, essa relação pode ir além do bem-estar emocional. De acordo com um novo estudo científico, cuidar dos netos protege o cérebro e pode funcionar como um fator de proteção contra o declínio cognitivo em idosos, trazendo impactos positivos para a memória e a fluência verbal.

Cuidar dos netos protege o cérebro porque estimula funções cognitivas essenciais, conforme aponta a pesquisa publicada na revista científica Psychology and Aging, da Associação Americana de Psicologia. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram dados de 2.887 avós com mais de 50 anos, idade média de 67 anos, participantes do Estudo Longitudinal Inglês sobre Envelhecimento.

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Ao longo de três avaliações realizadas, os participantes responderam questionários e realizaram testes cognitivos. Além disso, os pesquisadores investigaram se os avós haviam cuidado de netos no último ano, bem como a frequência e o tipo de atividades desempenhadas.

Resultados mostram que cuidar dos netos protege o cérebro

Os dados revelaram que cuidar dos netos protege o cérebro independentemente da frequência ou do tipo de cuidado. Avós que se envolviam com os netos apresentaram pontuações mais altas em testes de memória e fluência verbal, mesmo após ajustes para idade, saúde e outros fatores.

Para a pesquisadora principal, Flavia Chereches, da Universidade de Tilburg, o resultado surpreendeu.

“Se cuidar dos netos traz benefícios para os avós, esses benefícios podem não depender da frequência do cuidado ou de atividades específicas, mas sim da experiência mais ampla de estar envolvido no cuidado”, afirma.

Diferenças entre avós e avôs no impacto cognitivo

Outro achado relevante é que cuidar dos netos protege o cérebro de forma mais consistente entre as avós. Elas apresentaram menor declínio cognitivo ao longo do período analisado, enquanto esse efeito não foi observado entre os avôs. Segundo a pesquisadora, isso pode estar relacionado ao papel mais ativo que as avós costumam assumir no cuidado cotidiano.

Além disso, a literatura científica sugere que emoções positivas, maior integração social e senso de propósito podem explicar por que essa relação fortalece a saúde cerebral e o envelhecimento saudável.

Ao final, o estudo reforça que vínculos familiares significativos não apenas aquecem o coração, mas também podem preservar a mente.