Categoria Bem Estar

Bebidas alcoólicas no Carnaval exigem cuidado redobrado

Bebidas alcoólicas no Carnaval exigem atenção. Médico explica como identificar sinais de intoxicação, diferença entre álcool tóxico e excesso de etanol e quando procurar emergência médica. Informação correta reduz riscos na folia.

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As bebidas alcoólicas no Carnaval voltaram ao centro do debate nesta semana após registros recentes de intoxicação por álcool tóxico no país. Diante do aumento do consumo de álcool na folia, médicos reforçam orientações práticas para reduzir riscos e identificar sinais de alerta ainda nas primeiras horas.

Segundo Felipe Liger, médico emergencista do Pronto Atendimento do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o cuidado com as bebidas alcoólicas no Carnaval começa antes mesmo do primeiro gole. Por isso, ele recomenda verificar rótulos, lacres e a integridade das embalagens, sobretudo em eventos de grande circulação, onde a procedência pode ser mais difícil de confirmar.

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Bebidas alcoólicas no Carnaval e o risco de adulteração

De acordo com Liger, no contexto das bebidas alcoólicas no Carnaval, as bebidas incolores são as mais vulneráveis à fraude. “As bebidas normalmente adulteradas são as bebidas incolores, aquelas bebidas transparentes que facilitam com que haja o processo de adulteração”, afirmou. Assim, ao consumir bebidas na festa, observar sedimentos, alterações no líquido ou qualquer material precipitado no fundo da garrafa pode evitar exposição a metanol ou etilenoglicol, substâncias não destinadas ao consumo humano.

Além da verificação visual, o médico alerta que a intoxicação por álcool tóxico associada às bebidas alcoólicas no Carnaval pode não ser imediata. Em geral, os sintomas surgem entre 6 e 24 horas após a ingestão. Portanto, embriaguez muito precoce, desproporcional à quantidade consumida durante a folia, exige atenção redobrada e avaliação médica.

Diferença entre álcool tóxico e excesso de etanol

Quando se fala em bebidas alcoólicas no Carnaval, é importante distinguir dois tipos principais de complicações: a ingestão de álcool adulterado e o consumo excessivo de etanol. No primeiro caso, o risco envolve danos neurológicos e problemas visuais. “O que vai chamar muita atenção do folião é se ele começar a apresentar sintomas de embriaguez muito precocemente”, explicou Liger. Além disso, turvação visual e até cegueira indicam gravidade e necessidade de atendimento imediato.

Já no consumo elevado de etanol comum, ainda dentro do cenário das bebidas alcoólicas no Carnaval, a preocupação recai sobre desidratação, queda de pressão e mal-estar prolongado. Como o período carnavalesco coincide com altas temperaturas, a hidratação constante torna-se medida básica de proteção. Dessa forma, segundo o especialista, intercalar água entre as doses ajuda a reduzir os efeitos do álcool no organismo.

Quando buscar ajuda

Caso surjam sinais de intoxicação relacionados às bebidas alcoólicas no Carnaval, a conduta imediata faz diferença. Nesse contexto, Liger orienta evitar deslocamento por meios próprios. “Primeiro é evitar ir por meios próprios”, destacou. Isso porque, segundo ele, pode haver deterioração clínica durante o trajeto sem assistência.

O ideal, portanto, é acionar atendimento profissional, manter a calma e aguardar em ambiente ventilado. Assim, diante de qualquer suspeita envolvendo bebidas alcoólicas no Carnaval, a decisão rápida reduz riscos associados à emergência médica e amplia as chances de recuperação segura.

No cenário atual, especialistas reforçam que informação qualificada é aliada da prevenção. Ao compreender os riscos associados às bebidas alcoólicas no Carnaval, o folião amplia sua proteção individual e toma decisões mais seguras ao longo da festa.