Reconhecido internacionalmente, o Inhotim funciona como museu a céu aberto ao distribuir obras de arte contemporânea em meio a jardins botânicos e paisagens naturais. Além disso, com 140 hectares abertos à visitação, o espaço abriga esculturas, instalações e pavilhões permanentes integrados aos biomas da Mata Atlântica e do Cerrado.
De acordo com o The New York Times, uma das poucas críticas ao local é justamente sua dimensão: há conteúdo demais para ser visto em apenas um dia. Nesse sentido, a observação reforça a escala e a complexidade do museu, que se diferencia de instituições urbanas convencionais.
Reconhecimento internacional do museu a céu aberto e impacto turístico
Ao ocupar a 24ª posição na lista de destinos de 2026 do NYT, o Inhotim aparece como o único representante brasileiro naquele ano. Com isso, o destaque amplia a visibilidade de Minas Gerais no turismo internacional e fortalece o papel do museu a céu aberto como ativo estratégico da economia criativa.
Além do próprio instituto, o jornal norte-americano também valorizou Belo Horizonte, chamada de “capital dos bares do Brasil”, bem como o patrimônio histórico mineiro. Dessa forma, o NYT sugere que o visitante estenda a viagem pelo estado.
No campo artístico, o acervo do Inhotim reúne cerca de 1.862 obras de mais de 280 artistas, provenientes de 43 países. Entre os nomes presentes estão artistas de reconhecimento internacional, como Yayoi Kusama e Hélio Oiticica. Paralelamente, o jardim botânico abriga mais de 4,3 mil espécies botânicas raras, vindas de todos os continentes.
Assim, essa combinação transforma o espaço em um museu a céu aberto singular, onde a experiência estética dialoga diretamente com a preservação ambiental.
Programação especial de 20 anos
Em 2026, o Inhotim celebra 20 anos de abertura ao público com uma programação voltada à identidade afro-amazônica do Brasil. Entre os destaques, estão previstas exposições com obras de Dalton Paula, Davi de Jesus do Nascimento, Paulo Nazareth e 22 artistas indígenas sul-americanos.
O Ministério do Turismo destacou que a localização privilegiada do Inhotim, aliada à integração entre arte e natureza, oferece uma experiência única ao visitante. Nesse contexto, a escolha do espaço pelo NYT reforça o museu a céu aberto como símbolo da capacidade brasileira de unir cultura, meio ambiente e projeção internacional.
