O número de empreendedoras globais brasileiras que atuam com exportações dobrou em apenas dois anos. De acordo com a ApexBrasil, as empresas lideradas por mulheres no comércio exterior passaram de 2.161 em 2022 para 4.288 em 2024. Esse salto mostra não apenas a força do empreendedorismo feminino, mas também a relevância de políticas públicas que estimulam a internacionalização de negócios.
Além disso, o programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI) tem oferecido capacitação, promoção comercial e inteligência de mercado, o que possibilita que negócios locais conquistem espaço em países como Itália, França, Portugal e Estados Unidos.
Inovação e cultura brasileira
As empreendedoras globais atuam em diferentes segmentos, unindo tradição e inovação. Por exemplo, artesãs do Jalapão transformam o capim dourado em biojoias sustentáveis que brilham em feiras internacionais. Do outro lado, engenheiras brasileiras desenvolvem máquinas de alta tecnologia para a indústria 4.0, conquistando contratos em mercados exigentes.
Portanto, é possível perceber como os negócios liderados por mulheres ampliam o alcance do Brasil, levando não apenas produtos, mas também cultura, identidade e inovação. Essa pluralidade inclui moda sustentável, bioeconomia, agroindústria e até exportações femininas em setores de tecnologia verde.
O papel das políticas públicas no sucesso das empreendedoras globais
A parceria entre a ApexBrasil e o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP) é fundamental. O programa Elas Empreendem já capacitou mais de 30 mil mulheres em 2024, reforçando a presença feminina no comércio exterior brasileiro.
Além disso, essas iniciativas contribuem diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente o ODS 5 (Igualdade de Gênero) e o ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico).
Futuro das empreendedoras globais
Contudo, ainda existem barreiras, como financiamento, burocracia e desigualdade estrutural. Mesmo assim, o avanço recente indica que até 2026 o Brasil poderá aumentar significativamente a participação feminina nas exportações, ampliando sua competitividade.
As empreendedoras globais mostram que negócios locais podem ganhar o mundo. Elas unem tradição, inovação e impacto social, provando que a internacionalização feminina é uma força decisiva para o crescimento econômico e para a imagem inclusiva do Brasil no cenário global.